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VARIEDADES
A
quem falar quando o sexo falha
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Durante
várias gerações acreditou-se que o homem,
desde o início da sua vida sexual, era possuidor de um
impulso muito forte, maior que o do feminino, necessitando de
sexo, muito mais do que a mulher. Essa crença baseava-se,
entre outros motivos, no fato de a produção de espermatozóides
ser contínua, durante toda a vida do homem, enquanto que
a mulher já nascia com todos os seus óvulos prontos.
Hoje, sabemos que estas diferenças biológicas poucos
alteram comportamento sexual humano, mas sempre foram usadas como
justificativa para se imporem proibições sexuais
às mulheres, bem como serviram para estimular a atividade
sexual masculina. Enquanto os garotos eram estimulados às
experiências sexuais, as garotas eram criadas para o casamento
e para a maternidade.
Hoje, muitos conceitos estão sendo reformulados e não
apenas a mulher começa a viver uma sexualidade mais plena,
mas o homem começa a perceber o quanto o seu comportamento
sexual foi imposto desde muito cedo.
Além disso, os meninos eram criados de maneira a não
poderem expressar sentimentos, tais como medo, assim como não
podiam demonstrar vontade de chorar. Eram estimulados a uma iniciação
sexual com prostitutas e a ter um desempenho sexual que apenas
o satisfizesse e não como algo compartilhado afetivamente
entre duas pessoas. Neste sentido, o pênis sempre foi visto
como aquele tem que funcionar sempre, como se fosse energizado
por uma pilha de longa duração.
Hoje as coisas mudaram. O homem se deu conta que tem de também
satisfazer sua companheira na cama e que pode falhar na hora “h”,
afinal ele não precisa mais manter a aura de super-homem,
afinal, é plenamente falível, tem seu stress, seus
medos e dúvidas. Nessa hora, o melhor é conversar,
pedir ajuda à companheira e, quem sabe o astral levante
e tudo aconteça numa boa, sem crises.
A
Sabedoria da Menopausa
Christiane
Northrup, autora do livro
A Sabedoria da Menopausa. |
*Por
Christiane Northrup
Ao longo da maior parte da história da humanidade, a imensa
maioria das mulheres antes de chegar à menopausa era tida
como o renúncio de um iminente e inevitável declínio.
Hoje, porém, com a expectativa de vida da mulher variando
entre 78 e 84 anos, é razoável esperar que ela não
só viverá trinta a quarenta anos além da
menopausa, como estará vibrante, alerta e influente. A
menopausa pela qual passará não é a menopausa
pela qual as mães ou avós passaram.
As mulheres da geração de nossas mães tiveram
sua transição em um ambiente social e político
totalmente diferente. A menopausa (aliás, tal como a menstruação)
não era discutida em público. Hoje não é.
Ao quebrarmos esse silêncio, também estamos quebrando
barreiras culturais, e assim podemos adentrar essa nova fase com
os olhos bem abertos – na companhia de quarenta milhões
de colegas, todas passando pela mesma transformação
juntas. As mudanças que ocorrem nas mulheres de meia-idade
vão funcionar como um motor de um trem de grande velocidade,
promovendo a rápida evolução de toda sociedade
e levando-a lugares que ainda não foram mapeados. Embarcar
nesse trem veloz ou ficar na plataforma e deixá-lo passar
é uma decisão que terá efeitos importantes
na distância que irá percorrer e os sentimentos de
cada uma durante a jornada.
No final das contas, descobri que essa viagem é cativante,
excitante e salutar. E certamente não me encontro sozinha.
Uma pesquisa realizada em 1998 pelo Gallup, apresentada na reunião
anual da North Americam Menopause Society, mostrou que mais da
metade das americanas entre 50 e 65 anos se sentiu mais feliz
e realizada nesse estágio da vida. Comparando ao que sentiram
entre os vinte e os cinqüentas anos, acharam que suas melhoram
de várias maneiras, inclusive na vida familiar, interesses,
amizades e relacionamento com o cônjuge ou companheiro,
Em outras palavras, a visão convencional da menopausa como
uma transição assustadora que anuncia “o começo
do fim” não poderia estar mais distante da verdade.
Por isso, queira juntar-se a mim – e aos milhões
de mulheres que nos precederam e que virão depois de nós
– nessa transformação e melhoria de vida,
bem como de nossa cultura, em última analise, devida à
compreensão, à aplicação e à
vivência da sabedoria da menopausa.
*Christiane Northrup é
autora do livro A Sabedoria da Menopausa, Editora Gaia, obra sobre
saúde e comportamento da mulher. Mais de 1 milhão
de exemplares vendidos nos EUA, indicado para todas as mulheres
e seus parceiros interessados, traz 528 páginas, R$58.
Informe-se: 3277-7999 ou 3277-8141.
Falta
imaginação aos homens na
hora do sexo, dizem as mulheres
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As mulheres
estão insatisfeitas sexualmente e
confessam que também “pulam
a cerca” de vez em quando.
Foi o que revelou a pesquisa
realizada pelo ginecologista e sexólogo
carioca Amaury Mendes Jr., em pesquisa realizada
com 245 mulheres no Rio de
Janeiro.
Foram entrevistadas adolescentes, aposentadas,
executivas e donas de casa e
constatou-se que 72% delas gostariam
que o ato sexual fosse mais
prazeroso. “Muitas entrevistadas
reclamaram que os parceiros estão
cada vez mais pobres em erotismo
e imaginação. E segundo
elas, esse foi o principal motivo
para que procurassem novos companheiros”,
revelou Amaury, membro do Instituto
Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia
e Medicina Psicossomática (ISEXP).
Segundo dados da pesquisa, jovens
na faixa de 17 a 20 anos,
acham comum a traição em
nome de um prazer maior: 50%
não vêem problema se o
objetivo for quebrar a rotina. Já
entre mulheres com idades entre
21 e 30 anos, a incidência
cai para 48%. O maior número
de traições foi registrado
entre mulheres de 41 a 50
anos: 56% se mostraram abertas a
novas relações. Já a
freqüência mais baixa de uma
possível traição, 28%,
foi revelada por quem tem mais
de 51 anos.
A pesquisa mostrou também que 55%
das entrevistadas estão insatisfeitas
com a freqüência sexual. Segundo
elas, durante o mês, a média
é de uma a cinco relações.
“Esse baixo índice se deve
ao fato, dos homens, hoje em
dia, estarem mais acomodados e menos
criativos. Muitas pacientes reclamam que
sempre são elas que buscam
algo novo”, explica Amaury.
O quesito fantasia sexual foi concluído
da seguinte forma: 91% de jovens
entre 17 e 20 anos ainda não
tiveram a oportunidade de realizar
o sonho sexual. A situação
não é muito diferente entre
mulheres de 30 e 40 anos,
64% também ainda não conseguiram
realizar a fantasia sexual desejada,
finaliza o especialista.
A
camisinha é a principal
proteção para mulheres
Por
Sílvio Amaro
O site www.anarquismo.org trás discussão importante
sobre as conquistas da mulher no campo sexual. Texto reproduzido
aqui, fala da necessidade da mulher exigir o uso da camisinha
na hora do sexo o que encontra resistência
entre a maioria dos machos esses não
percebem que o uso da camisinha é uma
proteção também para eles próprios.
Leia as reflexões, abaixo.
O
Século 20 foi muito importante para nós mulheres.
Cada vez mais, e até hoje, fomos conquistando (exigindo
nosso espaço). Entre alguns fatos, citarei a pílula
anticoncepcional. Sem dúvidas, foi uma grande conquista,
pois começamos a ter maior autonomia sobre nosso corpo.
As gestações puderam ser planejadas ou mesmo evitadas.
Também houve diálogos que tentaram, flexibilizar
o aborto (embora no Brasil o assunto ainda não teve seu
devido espaço). A questão não é se
posicionar contra ou a favor, e sim ter o direito de decidir.
Temos hoje uma liberdade sexual e através dela
buscamos o prazer. Os relacionamentos de nossa época contemporânea,
nos permitem dialogar com nosso parceiro. Isso tudo temos que
viver sem esquecer das várias doenças sexuais. Aí
entra a questão: Mulher e camisinha! Para nós
mulheres, uma relação sexual sem proteção
pode ser um problema. Estamos sujeitas a doenças e a gravidez
indesejada. Logo, é extremamente válido discutir
sobre a camisinha. A camisinha (masculina e feminina) é
um método completo para nós mulheres, pois ela previne
doenças e gravidez, nos permite ter uma relação
segura e não altera nossos hormônios. É claro
que a camisinha pode falhar, mas nenhum método é
100% seguro.
Está faltando uma educação sexual de qualidade
em nossa sociedade. É espantoso saber que as mulheres representam
praticamente o maior grupo de soropositivos do início do
século 21. Onde está a falha? A melhor solução
é o uso do preservativo - e nós mulheres temos que
respeitar nosso corpo e exigir isso dos parceiros (muitos homens
são machistas e resistem ao uso, porém nós
mulheres temos que nos impor). E se eu já for soroposiva?
Bem, o que devo fazer é buscar o tratamento e continuar
lutando contra o preconceito; o vírus não é
transmitido pelo ar! Tenho que tentar levar a vida a diante (ela
é sempre tão complicada). Acredito muito na informação
e conscientização. Nenhuma mulher é obrigada
a ser máquina reprodutora (do capitalismo que nos reduz
a coisa) e nem depósito de vírus e doenças!!
(Paloma, de Jundiaí - SP)
Sexo
para ficar em forma
Quem
faz sexo regularmente é mais feliz |
Por Sílvio
Amaro
Atrás de pessoas rancorosas geralmente se escondem aquelas
infelizes no amor,
onde a ausência de sexo é razão de muito azedume
humano.
A prática do sexo, na idade adulta, segundo estudiosos do
assunto, além de dar prazer, melhora a qualidade de vida,
previne doenças cardíacas e melhora o humor. Se não
fosse o bastante, também melhora
o aspecto físico,
especialmente o da pele.
O portal terra.com.br dá dicas sobre o assunto. Veja o que
diz:
- O esforço exigido pela atividade sexual faz trabalhar o
coração, tonifica os músculos, libera tensões
e queima calorias, tanto quando uma sessão de exercícios
na academia.
- Quem faz sexo regularmente é mais feliz e aparenta ser
mais bonito e tem menos probabilidades de ficar doente, o que também
pode aumentar sua expectativa de vida.
- Um dos principais benefícios das relações
sexuais é relacionado ao coração e às
artérias. A explicação é simples: é
uma atividade similar ao exercício físico, cujos benefícios
cardiovasculares são bem conhecidos.
- A prática do sexo traz benefícios não apenas
para os jovens, mas para os homens e mulheres maduros também.
Para as mulheres que já passaram da menopausa, ajuda a manter
a flora vaginal e previne a depressão.
- Alguns estudos chegam a relacionar o sexo regular com a prevenção
de certos tipos de câncer alegando, por exemplo, que ao estimular
os seios femininos, eles produzem um hormônio que ajuda a
prevenir o câncer de mama.
- Mas não se esqueça de também praticar algum
esporte. Se você não fumar, não beber e mantiver
relações sexuais regulares, tem tudo a seu favor para
ser uma pessoa sadia, física e mentalmente.
Sexo mais prazeroso
requer reciprocidade
 |
*Por
Sílvio Amaro
Laura Muller, no portal www. terra.com.br, dá dicas importante
para tornar mais harmônica a relação a dois,
ou seja, é preciso que haja reciprocidade. Tem quem goste
de receber uma massagem mas nunca retribui esse prazer ao parceiro,
diz.
Veja algumas dicas:
- Troca de olhares, troca de carinho, troca de carícias,
troca de atenção, troca de afeto. Sexo com esse
dar e receber é muito mais gostoso do que quando a gente
só recebe ou só proporciona prazer.
- Muitas pessoas se esquecem, entretanto, da importância
de fazer a relação sexual ser uma via da mão
dupla. Em alguns momentos a gente proporciona um imenso prazer
ao parceiro. Em outros, é a vez de ele fazer o mesmo para
nós. Essa troca de toques prazerosos só faz bem
ao casal: aumenta a cumplicidade e torna tudo muito mais intenso,
agradável, atraente e interessante.
- Quem não gosta de receber uma massagem? Fazer no outro
também pode ser igualmente prazeroso. O mesmo vale para
os estímulos eróticos: sexo é uma troca de
prazeres. Em que momento a gente deve dar e em que momento deve
receber? Aí, vocês escolhem: pode ser ao mesmo tempo,
ou um de cada vez. O importante é ter a noção
de que prazer combina com reciprocidade. Sempre! Assim tudo fica
muito melhor.
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