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POLÍTICA
SUBPREFEITOS
Enfim,
definidos os novos subprefeitos para Freguesia do Ó, Pirituba,
Santana e Lapa, todos eles “de fora”, ou seja, não
são da comunidade local e nem ligados a vereadores; têm
bons currículos e foram indicados diretamente pelo prefeito
José Serra ou pelo secretário das Subprefeituras
Walter Feldman. Conheça aqui os novos mandatários
regionais.
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FREGUESIA DO Ó
Odair Ziolli organiza sua equipe
Odair
Ziolli, 52 anos, é o novo subprefeito da Freguesia do Ó/
Brasilândia e está há apenas 15 dias no cargo.
Ele não é filiado ao PSDB, ou a qualquer outro partido,
e nem foi indicado por vereador, mas diz que irá manter um
bom relacionamento com todos eles, que terão suas demandas
atendidas “como qualquer munícipe”. Ziolli é
administrador de empresa e pós-graduado nesta área.
Fez carreira no Banespa, onde ocupou a Chefia do Departamento Patrimonial
e também a presidência da Banespa Serviços.
Depois foi diretor de Patrimônio da Nossa Caixa/ Nosso Banco,
até 2001.
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PIRITUBA
Amaury
Pastorello quer mudanças
O engenheiro
Amaury Luiz Pastorello, 50 anos, é o novo subprefeito de
Pirituba. Ele foi diretor da Sabesp (Oeste) durante 18 anos. Assumiu
a Subprefeitura de Pirituba no dia 27/01, com a convicção
de que poderá promover mudanças e melhorar Pirituba,
com novos projetos e novas idéias. Em entrevista à
reportagem deste jornal, se mostrou otimista e confiante para
encarar a nova empreitada. Ele reside no município de Jandira,
mas já tomou conhecimento dos problemas locais. Quer agilizar
atendimento de munícipes e pediu à população:
“Não pague propina a servidores”.
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C. VERDE / CACHOEIRINHA
José
C. Barriguelli tem bons planos
José
Cláudio Barriguelli, 60 anos, é o novo subprefeito
de Casa Verde/Limão/ Cachoeirinha. Ele é sociólogo
formado pela USP, da turma de 1966, doutorado em 1972; professor
aposentado pela Universidade Federal de São Carlos. Foi
secretário de Planejamento de São Carlos; secretário
de Planejamento Estratégico da Conab. Nunca foi candidato
– “e nem vou ser”- garantiu. Foi cassado, preso
e torturado pelo regime militar e anistiado. “Venho de um
bom legado espero trazer esse experiência pra cá”,
disse. Quer criar uma Universidade Popular na Cachoeirinha.
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LAPA
Paulo
Bressan terá missão especial
Paulo
Magalhães Bressan, 60 anos, funcionário de carreira
da prefeitura, desde 1978. Formado em medicina veterinária
e pós-graduado em saúde pública, foi secretário
de Administração, na gestão Covas, e presidente
da Fundação Parque Zoológico. O secretário
das Subprefeituras, Walter Feldman esteve presente à apresentação
de Bressan à sociedade lapeana e o incumbiu de uma tarefa
difícil. Disse que Bressan terá a missão
de acabar com a fama “de a mais corrupta” que pesa
sobre a Subprefeitura Lapa. “O crime tem que ser combatido
na raiz”, disse.
Leitores
criticam atitude do
vereador Trípoli
Veja o que foi publicado nos jornais da Grande Imprensa sobre
o vereador Roberto Trípoli, que ganhou a eleição
à presidência da Câmara Municipal, com apoio
do centrão (PT e partidos que apoiaram a gestão
Marta) e contra o candidato do seu próprio partido (PSDB).
O ato do vereador, um ecologista, parece ter desagradado, e muito,
os seus próprios eleitores, que foram também eleitores
do prefeito eleito José Serra, o mais prejudicado com a
reviravolta.
Reproduzimos algumas cartas de seus eleitores, que parecem furiosos
com o que fez Trípoli, que tem base eleitoral na Lapa,
Perdizes, Vila Madalena e Pinheiros.
- O vereador
Roberto Trípoli, mais uma vez demonstra que em política
vale tudo pelo poder. É de fazer inveja ao Judas! Sugiro
que de agora em diante a eleição do presidente da
Câmara Municipal seja de 25 de dezembro. Quem será
a próxima vitima?- Luiz Octavio Louro Gomes
(O Estado de S.Paulo)
- Há
uns 20 anos conheci um jovem edil de nome Trípoli, que
pertencia ao PV. Gostei dele e o apoiei umas quatro eleições.
Na última - não sei porque mudei e votei em outro
candidato. Ainda bem, pois o Trípoli acaba de ganhar o
prêmio máximo, “Necessidade”, que já
pertenceu a ACM, Sarney, Maluf, Quércia, etc. Parabéns
Tripudiador. Wellington Saraiva. O Estado de S.Paulo.
(O Estado de S. Paulo)
- Depois dessa
manobra política do vereador Roberto Tripoli (PSDB) para
ser o novo presidente da Câmara Municipal de São
Paulo, no dia da posse dos vereadores, o que devo esperar da maioria
dos políticos? Imagino como será o dia-a-dia da
esposa, dos filhos, e da mãe deste tipo de “político”.
Que não têm culpa, mas sofrerão chacotas e
brincadeiras de mau-gosto, em função da fome desmedida
deste senhor. Se somos frustrados por uma notícia oriunda
do fosso insólito e promíscuo da pseudo-política,
e logo no primeiro dia do ano, nas mãos de quem estará
nosso destino, como vítimas do resultado das urnas? Cecel
Garcia . (Diário de S. Paulo)
- Foi com
indignação que vi a atitude do vereador Roberto
Tripoli. Como um cidadão eleito por um partido muda de
lado para conseguir a presidência da Câmara Municipal?
Ele não pensou nos eleitores? Ao vereador que traiu toda
a minha família: nossos votos, nunca mais. Jorge
K. (Jornal da Tarde)
- Estou envergonhada.
Votei no sr. Tripoli. E convenci outras pessoas a fazê-lo
também. Cometi uma falha de julgamento e não sei
como me justificar perante essas pessoas. Assim como o sr. Tripoli
não tem como justificar ter traído o partido pelo
qual foi eleito e os votos que recebeu. Rosemau Fenselau.
(O Estado de S. Paulo)
- Roberto
Tripoli, que vergonha! Seu nome está marcado... para nunca
mais ter meu voto! Paulo Roberto Almeida. (O Estado
de S. Paulo)
- “Como
eleitor do sr. Roberto Tripoli, não esqueci em nenhum segundo
em quem votei! Fiquei estarrecida ao ver que a prioridade do vereador
é promover a si próprio
E a seus interesses, mesmo que contra seus correligionários!
Quem não respeita seu partido não vai respeitar
seus compromissos de campanha. Eu, minha família e meus
amigos na esquecemos em quem votamos e espero que a maior parte
dos eleitores desse sr. tenha também excelência memória,
para que este seja seu ultimo mandato!” Priscila
Scatena (Folha de S.Paulo)
- Propondo
a criação do Código de Defesa do Eleitor,
nos moldes do Código de Defesa do Consumidor, que possamos
ser “ressarcidos” quando nos sentimos lesados politicamente,
como foi meu caso por ter desperdiçado meu precioso voto
com o Sr. (sic) Roberto Trípoli. Flavio Peruzzi.
(O Estado de S. Paulo)
- É
Lamentável. Simplesmente lamentável. Sr. Roberto
Tripoli, estou decepicionado. Meu voto em você foi jogado
no lixo. Para mim, você é versão do Judas
da era moderna. Será lembrado por mim daqui para frente
simplesmente como “traidor”.
Lourival Antonio de Souza. (O Estado de S. Paulo)
- A Câmara
de São Paulo mostrou ser digna de um país de terceiro
ou, quem sabe, quarto mundo. O novo presidente da Câmara
eleito tripudiou seu partido para assumir o cargo. Nós
precisamos tomar ainda mais cuidado nas eleições
para sabermos quem verdadeiramente honra o cargo. Como é
que o novo prefeito poderá governar o município
se é traído por seu partidário? Yvone
Silveira de Souza (Agora S.Paulo)
- Leio que
a Câmara Municipal de São Paulo tem novo presidente,
após tumultuada sessão. Foi eleito o sr. Roberto
Trípoli, após rejeitar sua filiação
partidária. Que decepção! O que esperar do
declarado ambientalista que escondeu do partido suas intenções
nesse cargo, aliando-se à oposição”,
etc.? Nunca mais votarei no nome de Trípoli. Sérgio
Gonçalves. (O Estado de S.Paulo)
- É
profundamente revoltante. Não se pode confiar em político
nenhum. Fiz parte do grupo de 57.405 eleitores que elegeram o
sr. Roberto Tripoli, como vereador de São Paulo, sendo
o terceiro mais votado do PSDB. Numa atitude inusitada, antiética,
este “cidadão” (recuso-me a escrever novamente
seu nome) traiu o partido, mudou de lado e se beneficiou com a
presidência da Câmara Municipal, apoiado pelo centrão
e pelo PT. Ataliba Rodrigues Filho. (O Estado de S.Paulo)
Opinião
Apesar de todos os contras, o vereador Trípoli, pode dar
a volta por cima, tudo dependerá
do que fará daqui pra frente. Se por um lado colhe prejuízo
pela suposta perda de eleitores, ou por ter sido chamado de traidor,
por outro lado terá grande poder nas mãos, pois
passará por ele todos os projetos de interesse do prefeito.
E mais: ele foi vencedor, demonstrou ser um bom articulador. Enfim,
levou o almejado posto e terá seu retrato na galeria de
presidentes da Câmara.
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Depois
dos Votos
Por Célio
Pires
O resultado das eleições deixou um quadro nítido
em nossa região: o povo desaprovou a atuação
dos subprefeitos, tanto que todos os vereadores que indicaram
subprefeitos perderam as eleições. Rubens Calvo
(PT) indicou seu pai Alberto Calvo para subprefeito da Casa Verde/
Cachoeirinha; José Viviani Ferraz e Baratão (PL)
indicaram o subprefeito Walter Alcântara, e o chefe de Gabinete,
Silva Santos, respectivamente; José Laurindo indicou o
subprefeito Givaldo de Souza Cunha. Na Lapa o vereador Augusto
Campos indicou o subprefeito Adaulto Dorigan. Em Perus, o vereador
Raul Cortez também perdeu, embora tivesse indicado o subprefeito.
Os
bairros do lado direito do rio Tietê só
elegeram dois vereadores: Claudinho e Marcos Zerbine, ambos do
PSDB. Mesmo vereadores residentes nesta região, embora
sempre ausentes, também não foram eleitos, entre
eles Celso Cardoso, morador de Pirituba, ligado à igreja
Universal.
O
vereador José Viviani Ferraz foi até um
pouco além da votação que obteve em 2000,
mas viu seu partido perder cadeiras na Câmara, tendo ficado
de fora. Sua candidatura ficou emparedada pelas de Márcia
Barral, Claudinho e Baratão; isso aliado ao desgaste do
subprefeito da Freguesia do Ó, cuja gestão conseguiu
desagradar a muita gente. Obras de última hora (ainda inacabadas)
pesaram mais contra que a favor.
A
votação de Márcia Barral não
foi suficiente para elegê-la, mas não foi pequena,
considerando que o PT nunca trabalhou o voto regionalizado. Desde
a eleição de Teresa Lajolo, há mais de uma
década, o PT da Freguesia/Brasilândia não
lançava candidatos a vereador. É costume no PT,
cada liderança local apoiar um nome de relevância
de fora. Não criou líderes locais e pagou por isso.
É preciso mais presença de Márcia, se pretende
insistir no caminho parlamentar.
Claudinho
(PSDB) foi eleito sem nenhum apoio do pessoal do escritório
do deputado Celino, que optou pela candidatura Giba. O vereador
eleito contou apenas com amigos e com a comunidade, que o apoiou,
sim, mas pela sua participação diuturna em reuniões,
causas e eventos. Ele demonstrou que o trabalho de rua é
mais determinante que o trabalho burocrático.
O
vereador José Américo foi reeleito com
votos de toda a Capital, mas com expressiva votação
em todos os bairros da Zona Norte, se tornou representante também
regional, embora não tenha este perfil. Teve apoio fundamental
da Pastoral da Juventude e de “líderes” avulsos.
A
novidade na região foi a candidatura da Professora
Luisa, embora tenha tido menos de uma milhar de votos, conseguiu
ser a segunda mais votada do PSTU, o que não é pouco
para um partido sem recursos, com propostas radicais e de tendência
comunista, o que é algo fora de moda.
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