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Edição 774
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:: POLÍTICA

SUBPREFEITOS
Enfim, definidos os novos subprefeitos para Freguesia do Ó, Pirituba, Santana e Lapa, todos eles “de fora”, ou seja, não são da comunidade local e nem ligados a vereadores; têm bons currículos e foram indicados diretamente pelo prefeito José Serra ou pelo secretário das Subprefeituras Walter Feldman. Conheça aqui os novos mandatários regionais.

:: FREGUESIA DO Ó

Odair Ziolli organiza sua equipe

Odair Ziolli, 52 anos, é o novo subprefeito da Freguesia do Ó/ Brasilândia e está há apenas 15 dias no cargo. Ele não é filiado ao PSDB, ou a qualquer outro partido, e nem foi indicado por vereador, mas diz que irá manter um bom relacionamento com todos eles, que terão suas demandas atendidas “como qualquer munícipe”. Ziolli é administrador de empresa e pós-graduado nesta área. Fez carreira no Banespa, onde ocupou a Chefia do Departamento Patrimonial e também a presidência da Banespa Serviços. Depois foi diretor de Patrimônio da Nossa Caixa/ Nosso Banco, até 2001.


:: PIRITUBA

Amaury Pastorello quer mudanças

O engenheiro Amaury Luiz Pastorello, 50 anos, é o novo subprefeito de Pirituba. Ele foi diretor da Sabesp (Oeste) durante 18 anos. Assumiu a Subprefeitura de Pirituba no dia 27/01, com a convicção de que poderá promover mudanças e melhorar Pirituba, com novos projetos e novas idéias. Em entrevista à reportagem deste jornal, se mostrou otimista e confiante para encarar a nova empreitada. Ele reside no município de Jandira, mas já tomou conhecimento dos problemas locais. Quer agilizar atendimento de munícipes e pediu à população: “Não pague propina a servidores”.

:: C. VERDE / CACHOEIRINHA

José C. Barriguelli tem bons planos

José Cláudio Barriguelli, 60 anos, é o novo subprefeito de Casa Verde/Limão/ Cachoeirinha. Ele é sociólogo formado pela USP, da turma de 1966, doutorado em 1972; professor aposentado pela Universidade Federal de São Carlos. Foi secretário de Planejamento de São Carlos; secretário de Planejamento Estratégico da Conab. Nunca foi candidato – “e nem vou ser”- garantiu. Foi cassado, preso e torturado pelo regime militar e anistiado. “Venho de um bom legado espero trazer esse experiência pra cá”, disse. Quer criar uma Universidade Popular na Cachoeirinha.

:: LAPA

Paulo Bressan terá missão especial

Paulo Magalhães Bressan, 60 anos, funcionário de carreira da prefeitura, desde 1978. Formado em medicina veterinária e pós-graduado em saúde pública, foi secretário de Administração, na gestão Covas, e presidente da Fundação Parque Zoológico. O secretário das Subprefeituras, Walter Feldman esteve presente à apresentação de Bressan à sociedade lapeana e o incumbiu de uma tarefa difícil. Disse que Bressan terá a missão de acabar com a fama “de a mais corrupta” que pesa sobre a Subprefeitura Lapa. “O crime tem que ser combatido na raiz”, disse.

 



Leitores criticam atitude do
vereador Trípoli


Veja o que foi publicado nos jornais da Grande Imprensa sobre o vereador Roberto Trípoli, que ganhou a eleição à presidência da Câmara Municipal, com apoio do centrão (PT e partidos que apoiaram a gestão Marta) e contra o candidato do seu próprio partido (PSDB). O ato do vereador, um ecologista, parece ter desagradado, e muito, os seus próprios eleitores, que foram também eleitores do prefeito eleito José Serra, o mais prejudicado com a reviravolta.
Reproduzimos algumas cartas de seus eleitores, que parecem furiosos com o que fez Trípoli, que tem base eleitoral na Lapa, Perdizes, Vila Madalena e Pinheiros.

- O vereador Roberto Trípoli, mais uma vez demonstra que em política vale tudo pelo poder. É de fazer inveja ao Judas! Sugiro que de agora em diante a eleição do presidente da Câmara Municipal seja de 25 de dezembro. Quem será a próxima vitima?- Luiz Octavio Louro Gomes (O Estado de S.Paulo)

- Há uns 20 anos conheci um jovem edil de nome Trípoli, que pertencia ao PV. Gostei dele e o apoiei umas quatro eleições. Na última - não sei porque mudei e votei em outro candidato. Ainda bem, pois o Trípoli acaba de ganhar o prêmio máximo, “Necessidade”, que já pertenceu a ACM, Sarney, Maluf, Quércia, etc. Parabéns Tripudiador. Wellington Saraiva. O Estado de S.Paulo. (O Estado de S. Paulo)

- Depois dessa manobra política do vereador Roberto Tripoli (PSDB) para ser o novo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, no dia da posse dos vereadores, o que devo esperar da maioria dos políticos? Imagino como será o dia-a-dia da esposa, dos filhos, e da mãe deste tipo de “político”. Que não têm culpa, mas sofrerão chacotas e brincadeiras de mau-gosto, em função da fome desmedida deste senhor. Se somos frustrados por uma notícia oriunda do fosso insólito e promíscuo da pseudo-política, e logo no primeiro dia do ano, nas mãos de quem estará nosso destino, como vítimas do resultado das urnas? Cecel Garcia . (Diário de S. Paulo)

- Foi com indignação que vi a atitude do vereador Roberto Tripoli. Como um cidadão eleito por um partido muda de lado para conseguir a presidência da Câmara Municipal?
Ele não pensou nos eleitores? Ao vereador que traiu toda a minha família: nossos votos, nunca mais. Jorge K. (Jornal da Tarde)

- Estou envergonhada. Votei no sr. Tripoli. E convenci outras pessoas a fazê-lo também. Cometi uma falha de julgamento e não sei como me justificar perante essas pessoas. Assim como o sr. Tripoli não tem como justificar ter traído o partido pelo qual foi eleito e os votos que recebeu. Rosemau Fenselau. (O Estado de S. Paulo)

- Roberto Tripoli, que vergonha! Seu nome está marcado... para nunca mais ter meu voto! Paulo Roberto Almeida. (O Estado de S. Paulo)

- “Como eleitor do sr. Roberto Tripoli, não esqueci em nenhum segundo em quem votei! Fiquei estarrecida ao ver que a prioridade do vereador é promover a si próprio
E a seus interesses, mesmo que contra seus correligionários! Quem não respeita seu partido não vai respeitar seus compromissos de campanha. Eu, minha família e meus amigos na esquecemos em quem votamos e espero que a maior parte dos eleitores desse sr. tenha também excelência memória, para que este seja seu ultimo mandato!” Priscila Scatena (Folha de S.Paulo)

- Propondo a criação do Código de Defesa do Eleitor, nos moldes do Código de Defesa do Consumidor, que possamos ser “ressarcidos” quando nos sentimos lesados politicamente, como foi meu caso por ter desperdiçado meu precioso voto com o Sr. (sic) Roberto Trípoli. Flavio Peruzzi. (O Estado de S. Paulo)

- É Lamentável. Simplesmente lamentável. Sr. Roberto Tripoli, estou decepicionado. Meu voto em você foi jogado no lixo. Para mim, você é versão do Judas da era moderna. Será lembrado por mim daqui para frente simplesmente como “traidor”.
Lourival Antonio de Souza. (O Estado de S. Paulo)

- A Câmara de São Paulo mostrou ser digna de um país de terceiro ou, quem sabe, quarto mundo. O novo presidente da Câmara eleito tripudiou seu partido para assumir o cargo. Nós precisamos tomar ainda mais cuidado nas eleições para sabermos quem verdadeiramente honra o cargo. Como é que o novo prefeito poderá governar o município se é traído por seu partidário? Yvone Silveira de Souza (Agora S.Paulo)

- Leio que a Câmara Municipal de São Paulo tem novo presidente, após tumultuada sessão. Foi eleito o sr. Roberto Trípoli, após rejeitar sua filiação partidária. Que decepção! O que esperar do declarado ambientalista que escondeu do partido suas intenções nesse cargo, aliando-se à oposição”, etc.? Nunca mais votarei no nome de Trípoli. Sérgio Gonçalves. (O Estado de S.Paulo)

- É profundamente revoltante. Não se pode confiar em político nenhum. Fiz parte do grupo de 57.405 eleitores que elegeram o sr. Roberto Tripoli, como vereador de São Paulo, sendo o terceiro mais votado do PSDB. Numa atitude inusitada, antiética, este “cidadão” (recuso-me a escrever novamente seu nome) traiu o partido, mudou de lado e se beneficiou com a presidência da Câmara Municipal, apoiado pelo centrão e pelo PT. Ataliba Rodrigues Filho. (O Estado de S.Paulo)


Opinião
Apesar de todos os contras, o vereador Trípoli, pode dar a volta por cima, tudo dependerá
do que fará daqui pra frente. Se por um lado colhe prejuízo pela suposta perda de eleitores, ou por ter sido chamado de traidor, por outro lado terá grande poder nas mãos, pois passará por ele todos os projetos de interesse do prefeito. E mais: ele foi vencedor, demonstrou ser um bom articulador. Enfim, levou o almejado posto e terá seu retrato na galeria de presidentes da Câmara.




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Depois dos Votos
Por Célio Pires


O resultado das eleições deixou um quadro nítido em nossa região: o povo desaprovou a atuação dos subprefeitos, tanto que todos os vereadores que indicaram subprefeitos perderam as eleições. Rubens Calvo (PT) indicou seu pai Alberto Calvo para subprefeito da Casa Verde/ Cachoeirinha; José Viviani Ferraz e Baratão (PL) indicaram o subprefeito Walter Alcântara, e o chefe de Gabinete, Silva Santos, respectivamente; José Laurindo indicou o subprefeito Givaldo de Souza Cunha. Na Lapa o vereador Augusto Campos indicou o subprefeito Adaulto Dorigan. Em Perus, o vereador Raul Cortez também perdeu, embora tivesse indicado o subprefeito.

Os bairros do lado direito do rio Tietê só elegeram dois vereadores: Claudinho e Marcos Zerbine, ambos do PSDB. Mesmo vereadores residentes nesta região, embora sempre ausentes, também não foram eleitos, entre eles Celso Cardoso, morador de Pirituba, ligado à igreja Universal.

O vereador José Viviani Ferraz foi até um pouco além da votação que obteve em 2000, mas viu seu partido perder cadeiras na Câmara, tendo ficado de fora. Sua candidatura ficou emparedada pelas de Márcia Barral, Claudinho e Baratão; isso aliado ao desgaste do subprefeito da Freguesia do Ó, cuja gestão conseguiu desagradar a muita gente. Obras de última hora (ainda inacabadas) pesaram mais contra que a favor.

A votação de Márcia Barral não foi suficiente para elegê-la, mas não foi pequena, considerando que o PT nunca trabalhou o voto regionalizado. Desde a eleição de Teresa Lajolo, há mais de uma década, o PT da Freguesia/Brasilândia não lançava candidatos a vereador. É costume no PT, cada liderança local apoiar um nome de relevância de fora. Não criou líderes locais e pagou por isso. É preciso mais presença de Márcia, se pretende insistir no caminho parlamentar.

Claudinho (PSDB) foi eleito sem nenhum apoio do pessoal do escritório do deputado Celino, que optou pela candidatura Giba. O vereador eleito contou apenas com amigos e com a comunidade, que o apoiou, sim, mas pela sua participação diuturna em reuniões, causas e eventos. Ele demonstrou que o trabalho de rua é mais determinante que o trabalho burocrático.

O vereador José Américo foi reeleito com votos de toda a Capital, mas com expressiva votação em todos os bairros da Zona Norte, se tornou representante também regional, embora não tenha este perfil. Teve apoio fundamental da Pastoral da Juventude e de “líderes” avulsos.

A novidade na região foi a candidatura da Professora Luisa, embora tenha tido menos de uma milhar de votos, conseguiu ser a segunda mais votada do PSTU, o que não é pouco para um partido sem recursos, com propostas radicais e de tendência comunista, o que é algo fora de moda.


 


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