Próxima atualização: 07/12
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Oficina da Rima, uma boa
opção para pós-aulas

Jefferson Baptista dos Santos, ou simplesmente Jef, é compositor e vocalista da banda de rap Subsolo, mas tem também trabalho importante na área de oficina, abrangendo a poesia popular. Ele montou a “Oficina da Rima”, com o propósito de ensinas às crianças e jovens a construir poemas e letras de música. O objetivo, segundo diz, “é resgatar o valor da palavra usando vários elementos de linguagem e ritmo, juntamente com conceitos sociais”. A oficina envolve outras áreas e pessoas e tem como orientadores: Carlos Augusto (Dj MF), Jefferson (Jeff Mc), João Balan (Mc), Fernando (Fé Grafiti), Dijair (Dja B. Boy).
O projeto Oficina da Rima tenta abranger a importância da linguagem, da escrita – hoje enfraquecida em função do desleixo de governos em relação à Educação. Muitos jovens gostam de música, principalmente de rap, e por influência deste, começa as vezes a “rimar”, ou seja, a fazer versos, sem nunca ter lido um livro de poesia, ou de saber que o que faz quando rima é poesia popular.
O projeto vem nesta direção: de valorizar a comunicação entre os jovens utilizando sua própria expressão, o sentimento que quer exprimir, o seu momento, a sua vida, mostrando a ele que a palavra pode ser uma grande aliada quando bem utilizada e auxiliada com outros elementos como o ritmo e o conhecimento da rima. Neste sentido, diz Jef, “a Oficina busca agregar vários elementos que estão ligados ao poder da palavra e ilustrar isso, usando o resgate da prosa, poesia, trova e cordéis”.
Sabendo da realidade das comunidades da Freguesia e Brasilândia, o projeto tem um enfoque voltado para a cultura Hip Hop e seus quatro elementos componentes e assim trabalha dentro de um universo próximo do jovem de hoje.
O projeto ganha importância na medida em que a escola convencional não ensina arte, não busca o despertar da consciência crítica do jovem e nem parte da reflexão da sua realidade social para ensiná-lo, vêm com o produto (ensino) pronto e geralmente estranho ao universo da periferia.
– “A Oficina da Rima também pode funcionar como um indicador de outras necessidades da comunidade que por falta de uma visão de dentro da situação não podem ser diagnosticados”, diz Jef.
São abordados os seguintes aspectos na Oficina da Rima: A cultura Hip Hop e seus componentes, como o rap, DJ, graffiti; poesia e letra de musica; análise do ritmo; improviso etc.
O presente projeto já vem sendo aplicado por Jef, através da Fundação Travessia, em parceira com a Secretaria Municipal de Ação Social, na entidade Incubadora da Brasilândia, que trabalha com jovens egressos ou em liberdade assistida, mas pode ser aplicado a jovens de qualquer outro universo. Recentemente o projeto foi encaminhado à Coordenadoria de Ensino da Freguesia do Ó para análise e com o propósito de ser aplicado no pós-aula em escolas municipais.



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Corporação Musical gravou CD
com apoio do Shopping Lapa

A Corporação Musical Operária da Lapa é uma banda especializada em marchas e dobrados e também toca choros e sambas. Resisti valentemente há 124 anos, sem subsídios ou apoio de governos e entidades. Mas agora as coisas começam a mudar, o Shopping Center Lapa ajudou na produção do primeiro CD do grupo, que está prestes a sair.
Os músicos da Corporação têm, todos, formação musical sólida; larga e longa experiência. Trata-se de uma banda conceituada, formada por 20 músicos com repertório muito interessante, que inclui o Hino Nacional, chorinhos, música sertaneja, além dos clássicos dobrado e as marchas de outrora. É tradicional, mas também atual.
Mais gente poderá ouvi-la. Agora isso é possível graças ao Shopping Center Lapa.
É isso: Como toda regra tem exceção, vê-se agora a ação positiva do Shopping Center Lapa apoiando o grupo musical que tanto honra o nome do bairro, dando-lhe meios para a confecção deste CD, um fato que deve se louvar todo dia e mostrado a todos como exemplo a ser seguido, afinal a música não pode se calar. Longa vida à querida Corporação Musical da Lapa.




Adolescentes entregando folhetos em faróis. Subprefeitura, isto é legal?

Empresas de empreendimentos imobiliários da Capital estão usando adolescentes para fazer propaganda na rua, após proibição do uso de placas e cavaletes com anúncios de imóveis nas calçadas. A medida foi imposta pela Prefeitura, em setembro, para coibir esse tipo de poluição visual que escondia placas de sinalização de trânsito e causava até atropelamentos.
A jornada de trabalho dos jovens é de sete horas, sob sol ou chuva, em pleno trânsito. As empresas que contratam esses adolescentes pagam, em média, R$20 por dia. Os jovens não recebem refeições e nem água ao longo do dia. Para usar o banheiro, recorrem aos comerciantes das redondezas e até a hospitais.
A rotina de trabalho foi flagrada pelo Diário de S.Paulo no último final de semana. O Diário flagrou um grupo de 12 meninas - duas de 15 e dez de 16 anos – que trabalhavam no último final de semana na divulgação de um edifício na Lapa, Zona Oeste.

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Escolas Flamingo:
Atuando na comunidade


O projeto “Cidadania Eu Faço Parte”, do Grupo Educacional Flamingo/ Colégio das Américas, é realizado junto à comunidades de bairro. Neste mês de novembro ele será realizado, dentro do Programa Banco de Dados de Projetos Sociais, na Escola de Samba Unidos do Peruche, localizada na Av. Ordem e Progresso. Na Casa Verde, e aberto à comunidade. Consiste em palestras de formação e orientação profissional. Veja a programação:
Dia 3/12 - Palestra: Marketing para Pequenos Negócios, entre 9h e 12h, com os professores Djair Pereira e Mônica Silva. Conteúdo: Levantamento de oportunidades, criação de um plano de negócios e construção de uma rede de relacionamentos.

OBJETIVOS
O objetivo do projeto Banco de Dados de Projeto Sociais é promover uma aproximação entre os conteúdos desenvolvidos em curso (na sala de aula), nas respectivas especialidades científicas, tecnológicas e profissionais, com as necessidades provenientes das entidades, sociedade civil e comunidades organizadas, através da aplicação de programas, projetos e ferramentas científicas.Além do que, busca implementar projetos, ações, cursos, treinamentos, consultorias, ferramentas, sob orientação e supervisão de professores, pelos alunos das faculdades do Grupo Educacional Flamingo, em situações vivenciais práticas de instituições do terceiro setor.
A coordenação geral é de Marcos Rogério R. Carvalho.

Informe-se: Av. Francisco Matarazzo 913, fone 3873-3351,
e-mail: acaocidada@grupoflamingo.com

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Exposição de fotos do
deserto de Atacama

Produzida por Helio Hintze, docente do curso de pós-graduação em ecoturismo do Senac, a exposição fotográfica Ecoturismo: Viagem ao Fim do Mundo apresenta, de 16 de novembro a 16 de dezembro, 32 imagens da porção da Patagônia pertencente à Argentina e do deserto do Atacama, localizado no Chile. A expedição, ocorrida em 2004, foi realizada para registrar os atrativos que os parques nacionais desses dois países vizinhos do Brasil oferecem aos ecoturistas.
De 16/11 a 16/12, de 2ª a 6ª-feira, das 8 horas às 21h30; aos sábados, das 9 às 13horas. Local: Senac: Av. Francisco Matarazzo, 249. Informações: Tel.: 3879.3600. Gratuito.

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Umas & Outras
da Lapa

Leitor critica jornal sem
ter informação correta


Ficamos chateados em não nos encontrarmos no teu jornal durante o final de semana que antecedeu a apresentação de Novas Bossas da Bossa Nova. Um dos jornais que circula pela Lapa nos chamou, entrevistou, avisou que não publicaria antes, por uma questão da edição já estar fechada. Mas, esteve lá no Tendal no dia 18 de novembro, fotografou e prometeu escrever uma matéria no final de semana antecedente ao dia 9 de dezembro. Este Jornal tem uma postura definida – como nós - em defender a permanência do Espaço Cultural do Tendal da Lapa, em vez de trocá-lo por um ridículo Poupatempo, numa barganha política de baixo nível feita por um inescrupuloso deputado da Freguesia do Ó. Sou Lapeano de nascença. Hoje moro no Limão, mas brigo pelo Espaço Cultural da Lapa, da mesma forma como o meu pai lutou ao lado de Francisco Pardini pela existência do SAL – Sociedade Amigos do Livro – na Lapa, nos anos 40 e 50. (Eraldo Pieroni)

Resposta do editor Célio Pires:
Caros senhor Eraldo Pieroni, em primeiro lugar, o senhor precisa se informar melhor, o evento em pauta foi publicado, sim, no Lapa News; 2º) O Pouptempo não é nada “ridículo”, ao contrário, é muito útil e necessário, embora eu também defenda que ele seja instalado em outro lugar, que não em área da Cultura; 3º) Publicamos ampla matéria de protesto contra a instalação do Poupatemp no Tendal, pois acho inconseqüente a política de “vestir um santo desvestindo outro”. 4º) Nenhum jornal tem publicado tanto as atividades do Tendal como o Lapa News. 5º) Não há deputado da Freguesia do Ó, há deputados de São Paulo, bairrismo da forma como o senhor defende é muito feio, mesmo porque o público que consome na Lapa é da Freguesia do Ó, de Pirituba etc. Por fim lhe digo, o deputado Celino, pelo que me consta, não é nenhum inescrupuloso, ao contrário, tem prestígio crescente, de 35 mil votos, no primeiro mandato, obteve 108 mil votos na última eleição e não há nenhuma informação ou denúncia que o desabonou até o momento e do meu conhecimento.

 


 


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