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LAPA
Oficina
da Rima, uma boa
opção para pós-aulas
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Jefferson
Baptista dos Santos, ou simplesmente Jef, é compositor
e vocalista da banda de rap Subsolo, mas tem também trabalho
importante na área de oficina, abrangendo a poesia popular.
Ele montou a “Oficina da Rima”, com o propósito
de ensinas às crianças e jovens a construir poemas
e letras de música. O objetivo, segundo diz, “é
resgatar o valor da palavra usando vários elementos de
linguagem e ritmo, juntamente com conceitos sociais”. A
oficina envolve outras áreas e pessoas e tem como orientadores:
Carlos Augusto (Dj MF), Jefferson (Jeff Mc), João Balan
(Mc), Fernando (Fé Grafiti), Dijair (Dja B. Boy).
O projeto Oficina da Rima tenta abranger a importância da
linguagem, da escrita – hoje enfraquecida em função
do desleixo de governos em relação à Educação.
Muitos jovens gostam de música, principalmente de rap,
e por influência deste, começa as vezes a “rimar”,
ou seja, a fazer versos, sem nunca ter lido um livro de poesia,
ou de saber que o que faz quando rima é poesia popular.
O projeto vem nesta direção: de valorizar a comunicação
entre os jovens utilizando sua própria expressão,
o sentimento que quer exprimir, o seu momento, a sua vida, mostrando
a ele que a palavra pode ser uma grande aliada quando bem utilizada
e auxiliada com outros elementos como o ritmo e o conhecimento
da rima. Neste sentido, diz Jef, “a Oficina busca agregar
vários elementos que estão ligados ao poder da palavra
e ilustrar isso, usando o resgate da prosa, poesia, trova e cordéis”.
Sabendo da realidade das comunidades da Freguesia e Brasilândia,
o projeto tem um enfoque voltado para a cultura Hip Hop e seus
quatro elementos componentes e assim trabalha dentro de um universo
próximo do jovem de hoje.
O projeto ganha importância na medida em que a escola convencional
não ensina arte, não busca o despertar da consciência
crítica do jovem e nem parte da reflexão da sua
realidade social para ensiná-lo, vêm com o produto
(ensino) pronto e geralmente estranho ao universo da periferia.
– “A Oficina da Rima também pode funcionar
como um indicador de outras necessidades da comunidade que por
falta de uma visão de dentro da situação
não podem ser diagnosticados”, diz Jef.
São abordados os seguintes aspectos na Oficina da Rima:
A cultura Hip Hop e seus componentes, como o rap, DJ, graffiti;
poesia e letra de musica; análise do ritmo; improviso etc.
O presente projeto já vem sendo aplicado por Jef, através
da Fundação Travessia, em parceira com a Secretaria
Municipal de Ação Social, na entidade Incubadora
da Brasilândia, que trabalha com jovens egressos ou em liberdade
assistida, mas pode ser aplicado a jovens de qualquer outro universo.
Recentemente o projeto foi encaminhado à Coordenadoria
de Ensino da Freguesia do Ó para análise e com o
propósito de ser aplicado no pós-aula em escolas
municipais.
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Corporação
Musical gravou CD
com apoio do Shopping Lapa
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A
Corporação Musical Operária da Lapa é
uma banda especializada em marchas e dobrados e também
toca choros e sambas. Resisti valentemente há 124 anos,
sem subsídios ou apoio de governos e entidades. Mas agora
as coisas começam a mudar, o Shopping Center Lapa ajudou
na produção do primeiro CD do grupo, que está
prestes a sair.
Os músicos da Corporação têm, todos,
formação musical sólida; larga e longa experiência.
Trata-se de uma banda conceituada, formada por 20 músicos
com repertório muito interessante, que inclui o Hino Nacional,
chorinhos, música sertaneja, além dos clássicos
dobrado e as marchas de outrora. É tradicional, mas também
atual.
Mais gente poderá ouvi-la. Agora isso é possível
graças ao Shopping Center Lapa.
É isso: Como toda regra tem exceção, vê-se
agora a ação positiva do Shopping Center Lapa apoiando
o grupo musical que tanto honra o nome do bairro, dando-lhe meios
para a confecção deste CD, um fato que deve se louvar
todo dia e mostrado a todos como exemplo a ser seguido, afinal
a música não pode se calar. Longa vida à
querida Corporação Musical da Lapa.
Adolescentes entregando folhetos em faróis.
Subprefeitura, isto é legal?
Empresas de empreendimentos imobiliários da Capital estão
usando adolescentes para fazer propaganda na rua, após
proibição do uso de placas e cavaletes com anúncios
de imóveis nas calçadas. A medida foi imposta pela
Prefeitura, em setembro, para coibir esse tipo de poluição
visual que escondia placas de sinalização de trânsito
e causava até atropelamentos.
A jornada de trabalho dos jovens é de sete horas, sob sol
ou chuva, em pleno trânsito. As empresas que contratam esses
adolescentes pagam, em média, R$20 por dia. Os jovens não
recebem refeições e nem água ao longo do
dia. Para usar o banheiro, recorrem aos comerciantes das redondezas
e até a hospitais.
A rotina de trabalho foi flagrada pelo Diário de S.Paulo
no último final de semana. O Diário flagrou um grupo
de 12 meninas - duas de 15 e dez de 16 anos – que trabalhavam
no último final de semana na divulgação de
um edifício na Lapa, Zona Oeste.
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Escolas Flamingo:
Atuando na comunidade
O projeto “Cidadania Eu Faço Parte”, do Grupo
Educacional Flamingo/ Colégio das Américas, é
realizado junto à comunidades de bairro. Neste mês
de novembro ele será realizado, dentro do Programa Banco
de Dados de Projetos Sociais, na Escola de Samba Unidos do Peruche,
localizada na Av. Ordem e Progresso. Na Casa Verde, e aberto à
comunidade. Consiste em palestras de formação e
orientação profissional. Veja a programação:
Dia 3/12 - Palestra: Marketing para Pequenos
Negócios, entre 9h e 12h, com os professores Djair Pereira
e Mônica Silva. Conteúdo: Levantamento de oportunidades,
criação de um plano de negócios e construção
de uma rede de relacionamentos.
OBJETIVOS
O objetivo do projeto Banco de Dados de Projeto Sociais é
promover uma aproximação entre os conteúdos
desenvolvidos em curso (na sala de aula), nas respectivas especialidades
científicas, tecnológicas e profissionais, com as
necessidades provenientes das entidades, sociedade civil e comunidades
organizadas, através da aplicação de programas,
projetos e ferramentas científicas.Além do que,
busca implementar projetos, ações, cursos, treinamentos,
consultorias, ferramentas, sob orientação e supervisão
de professores, pelos alunos das faculdades do Grupo Educacional
Flamingo, em situações vivenciais práticas
de instituições do terceiro setor.
A coordenação geral é de Marcos Rogério
R. Carvalho.
Informe-se:
Av. Francisco Matarazzo 913, fone 3873-3351,
e-mail: acaocidada@grupoflamingo.com
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Exposição
de fotos do
deserto de Atacama
Produzida
por Helio Hintze, docente do curso de pós-graduação
em ecoturismo do Senac, a exposição fotográfica
Ecoturismo: Viagem ao Fim do Mundo apresenta, de 16 de novembro
a 16 de dezembro, 32 imagens da porção da Patagônia
pertencente à Argentina e do deserto do Atacama, localizado
no Chile. A expedição, ocorrida em 2004, foi realizada
para registrar os atrativos que os parques nacionais desses dois
países vizinhos do Brasil oferecem aos ecoturistas.
De 16/11 a 16/12, de 2ª a 6ª-feira, das 8 horas às
21h30; aos sábados, das 9 às 13horas. Local: Senac:
Av. Francisco Matarazzo, 249. Informações: Tel.:
3879.3600. Gratuito.
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Umas
& Outras
da Lapa
Leitor
critica jornal sem
ter informação correta
Ficamos chateados
em não nos encontrarmos no teu jornal durante o final
de semana que antecedeu a apresentação de Novas
Bossas da Bossa Nova. Um dos jornais que circula pela Lapa nos
chamou, entrevistou, avisou que não publicaria antes,
por uma questão da edição já estar
fechada. Mas, esteve lá no Tendal no dia 18 de novembro,
fotografou e prometeu escrever uma matéria no final de
semana antecedente ao dia 9 de dezembro. Este Jornal tem uma
postura definida – como nós - em defender a permanência
do Espaço Cultural do Tendal da Lapa, em vez de trocá-lo
por um ridículo Poupatempo, numa barganha política
de baixo nível feita por um inescrupuloso deputado da
Freguesia do Ó. Sou Lapeano de nascença. Hoje
moro no Limão, mas brigo pelo Espaço Cultural
da Lapa, da mesma forma como o meu pai lutou ao lado de Francisco
Pardini pela existência do SAL – Sociedade Amigos
do Livro – na Lapa, nos anos 40 e 50. (Eraldo Pieroni)
Resposta
do editor Célio Pires:
Caros senhor Eraldo Pieroni, em primeiro lugar, o senhor precisa
se informar melhor, o evento em pauta foi publicado, sim, no
Lapa News; 2º) O Pouptempo não é nada “ridículo”,
ao contrário, é muito útil e necessário,
embora eu também defenda que ele seja instalado em outro
lugar, que não em área da Cultura; 3º) Publicamos
ampla matéria de protesto contra a instalação
do Poupatemp no Tendal, pois acho inconseqüente a política
de “vestir um santo desvestindo outro”. 4º)
Nenhum jornal tem publicado tanto as atividades do Tendal como
o Lapa News. 5º) Não há deputado da Freguesia
do Ó, há deputados de São Paulo, bairrismo
da forma como o senhor defende é muito feio, mesmo porque
o público que consome na Lapa é da Freguesia do
Ó, de Pirituba etc. Por fim lhe digo, o deputado Celino,
pelo que me consta, não é nenhum inescrupuloso,
ao contrário, tem prestígio crescente, de 35 mil
votos, no primeiro mandato, obteve 108 mil votos na última
eleição e não há nenhuma informação
ou denúncia que o desabonou até o momento e do
meu conhecimento.
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