Próxima atualização: 07/12
Edição 774
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:: FREGUESIA DO Ó

Maria Isabel de Assis, uma mulher
negra, nascida na Vila Brasilândia

Umas das gratas revelações do evento Brasilândia Celebra Zumbi, dentro do projeto Virada Cultual, ocorrido dia 20/11, foi a presença forte e a fala conclusiva de Maria Isabel de Assis, ou simplesmente Mabel, que se apresentou ao público como “uma mulher negra, nascida e criada na Vila Brasilândia”.
Mabel é hoje assistente social e mestre em Ciências Sociais, formada pela PUC- Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com título da Dissertação de Mestrado com o tema “Mulheres Negras: Violência e Resistência no Distrito da Vila Brasilândia”, de 2005. Participou como conselheira no Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, foi coordenadora adjunta da Fala Preta! Organização de Mulheres Negras de SP, monitora no Projeto Educando São Paulo Pela Diferença Para Igualdade – UFSCar; assistente social no Projeto Quixote da Unifesp, ligado ao Departamento de Psiquiatria da EPM- Escola Paulista de Medicina,atendemos crianças, adolescentes e famílias em situação de risco social.

CONCENTRAÇÃO
DE NEGROS

No evento, ela fez breve explanação sobre a sua dissertação de mestrado para um público perplexo, pouco acostumado a ouvir esclarecimentos e dados sobre a sua própria realidade. Falou sobre a Vila Brasilândia, lugar onde desenvolveu sua pesquisa e que ficou estigmatizada por diversos veículos de comunicação como um lugar de violência extremada – “este estigma acarreta aos seus moradores(as) diversas discriminações como o preterimento na disputa por trabalho”, disse.
- “A Vila Brasilândia está entre os distritos com maior concentração de negros(as), que segundo o IBGE representa 39,7% da população da cidade de São Paulo. Contudo, esta representação, em algumas localidades deste Distrito atinge 60% do total de moradores. Essa significativa representação resulta do processo de migração pelo encarecimento do solo e possibilidade de aquisição da casa própria. Trata-se do processo de expulsão dos segmentos com menor poder aquisitivo das áreas consolidadas, pelo fato da oferta de serviços não ocorrer na mesma proporção que o crescimento acelerado e desordenado, bem como pela presença incipiente do Estado na oferta de serviços, e ausência de infra-estrutura mínima de forma a satisfazer as necessidades básicas da população”.
Mabel esclareceu ainda que, “estes aspectos somados a outros como desemprego, discriminação racial, violência policial e a outros fatores exacerbam o sentimento de medo e abandono coloca a Vila Brasilândia entre os distritos onde é registrado os piores Índices de Desenvolvimento Humano de São Paulo.
A pesquisa da mestra Mabel focalizou o processo de acentuação da violência no cotidiano das mulheres negras residentes em Brasilândia. - “Buscamos recuperar a história do local, do ponto de vista das mulheres negras ali residentes, cuja chefia da família está relacionada ao homicídio ou latrocínio de seus companheiros”.
A pesquisa revelou que as mulheres locais foram absorvidas por um cotidiano de luta pela sobrevivência, sua e de sua família, que dificultou a percepção desse dia-a-dia atribulado como fator que contribui – em parte – para restrição das suas relações de vizinhança, familiares e afetivas. Apontou também que apesar das periferias serem apontadas como lócus privilegiado da violência esta não são singulares aos segmentos que a ocupam. Evidenciou que a dinâmica da sociedade moderna além de destituir da população os elementos agregadores das relações, elabora outros que contribuem para o estabelecimento de uma distância entre os grupos que nela habitam.

Dados do Distrito da Vila Brasilândia - Possui:
21 quilômetros quadrados;
Total da população, 247.328;
População negra, 39,7%;
Taxa de emprego por habitante, 0,16%
Renda média familiar em salários mínimos, 7,38
Chefes de família sem instrução, 10, 04%
Chefes de família com 15 anos ou mais de escolaridade, 1,98%.
Número de homicídios por cada 100 mil habitantes 92, 31


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Supermercado Dias % inaugura
nova loja no Morro Grande

Dia % Supermercado, do Morro Grande, na Avenida Elísio Teixeira Leite, 2223/Rua Huasca Vergara, foi inaugurado na manhã de quarta-feira, dia 23 de novembro. Os moradores do Morro Grande, em pleno sol efervescente, superlotaram o novo mercado da região. Com essa inauguração já são mais de 200 lojas da rede.
O mais interessante é que pode se flagrar no rosto dos funcionários uma alegria notável, simplesmente por estarem trabalhando e o que mais me deu alegria foi ver que, mais da metade deles eram de origem afro-descendente, ao contrário de um outro mercado inaugurado recentemente na Freguesia do Ó.
Durante a inauguração, o público presente pode prestigiar o show que aconteceu com a dupla João Carlos do Teclado e Silvia. A gerente da loja, Elaine Cristina Kijta, disse à reportagem: “Estou a disposição da comunidade para ouvir sugestões”. (L.P)

E-mail para dúvidas e sugestões: elaine.cristina.kiyta@carrefour.com



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Fórum Pró-Metrô quer envolver outros bairros na luta pela linha Freg. do Ó

O Fórum Pró-Metrô Nossa Senhora do Ó informa que pessoas da comunidade, reunidas na terça-feira (dia 8/11/05), refletiram sobre esta fase da campanha, iniciada em janeiro de 2004 (que prosseguiu outras iniciadas anteriormente) “e a considerou muito positiva, pois a luta resultou no projeto da linha metroviária que deverá servir à região da Freguesia, anunciada em 30/08/05, pelo secretário de Estado dos Transportes Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes”.
Segundo informou João Motta, da Fundação Nossa Senhora do Ó e coordenador da campanha, foi aprovado nesse reencontro, a entrega do primeiro lote de quinze mil assinaturas ao governador Geraldo Alckmin, acompanhados pelos parlamentares locais, deputado estadual Celino Cardoso e vereador Claudinho - “momento no qual será reivindicado ao governador, maior agilidade no desempenho do projeto, sua inclusão no orçamento de 2007, etc..”
Outra novidade é a confecção de seis mil cartazes, que já estão na gráfica da Unip e estarão sendo afixados, nos próximos dias, no comércio, rede bancária, escolas, igrejas e demais estabelecimentos públicos. Contatos já estão sendo feitos com as universidades que serão beneficiadas pela linha, no sentido de movimentá-las em apoio reivindicação.
“A próxima reunião será no dia 22/11, às 20h, na rua Antonieta Leitão, 391, e está aberta a todos os que amam o bairro e defendem a sua melhoria”, disse Motta.
Contatos: www.metrôfreguesia.cjb.net e www.portaldoo.com.br

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Brasilândia terá que fechar
bares às 22 horas

O subdistrito Brasilândia é o próximo bairro convidado a aderir ao programa lançado pelo prefeito José Serra e que prevê o fechamento dos bares às 10 horas. O Secretário das Subprefeituras, Walter Feldman, acredita na adesão voluntária à curto prazo dos comerciantes a esta sugestão já implantada na Zona Sul. - “Nossa intenção é expandir esse projeto para ouros bairros violentos, como Lajeado, Brasilândia, Campo Limpo, e Marsilac”, explicou.
Feldman, entretanto, diz que é preciso ir com calma – “Por enquanto, a idéia é mostrar aos comerciantes como a parceria já deu certo em outros locais com altos índices de criminalidade. Porém, se até o fim do ano a adesão for pequena, a Prefeitura deve estudar o fechamento obrigatório”.
Os comerciantes que aderirem ao projeto, batizado de “Pacto da Paz”, receberão um cartaz impresso pela Prefeitura de São Paulo e deverá afixá-lo em seu estabelecimento e cumprir o horário. Com isso a Prefeitura espera ajudar efetivamente no combate à violência, seguindo idéia já implantada em dois municípios da Grande São Paulo, onde não se bebe nos bares depois das 23 horas.
Segundo informou o Jornal da Tarde, de 7/11/2005, em 1999, Diadema era campeã da criminalidade no Estado – com uma pessoa assassinada por dia. Em 2004, a média mensal passou para 10,8 o menor índice dos últimos dez anos. No ranking de homicídios da Secretária de Segurança Pública do Estado, a cidade passou a ocupar o 18º lugar.

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Movimento Popular e Associação
Comunitária na luta por centro de
lazer no Jd. Damasceno

O Movimento Ousadia Popular e a Associação Comunitária dos Moradores do Jardim Damasceno (Brasilândia), liderados, respectivamente, por Quintino José Viana e Rogério da Silva, se uniram para lutar pela concretização de um parque nesta região, abandonada há décadas pelo poder público municipal - e pela utilização racional e direcionada de espaço verde, lagos e cachoeiras da Reserva da Cantareira, a maior reserva nativa urbana de São Paulo, que faz divisa com o Damasceno e que vêm sofrendo danos, depredações e invasões.
A Associação, apesar de ter o seu estatuto, ata de fundação com firma reconhecida etc, não conseguiu ainda se regularizar, por falta de recursos. De qualquer modo, continua a encaminhar projetos e reivindicações da comunidade. Já o Movimento Ousadia Popular nasceu no ano de 2000, após iniciativa de preservar a área verde existente no Jd. Damasceno, vila que, apesar de ter recebido um CEU (Centro de Educação Unificado), continua abandonado como um todo.
Em recente reunião, os membros da Associação e do Movimento decidiram retornar à luta reivindicatória e insistir em seus projetos. A reivindicação principal é a de que seja feito o tombamento de toda a área verde municipal e estadual ali próxima. Afinal ousar é preciso.
A principal sugestão é a recuperação da “Cachoeira Canta Galo”, com a construção de coletores de esgotos paralelos à cachoeira para que a água volte a ficar limpa e também a reconstrução de uma galeria de vazão do córrego, sob a Av. Cantídio Sampaio, com maior diâmetro que a atual. Os líderes comunitários gostariam que fosse aproveitada a água natural que ali jorra, pois limpa poderia ser utilizada em piscinas naturais pela população. No local, pedem ainda a construção de um centro poliesportivo e cultural, pista de Cooper, área de ginástica, campo de futebol e biblioteca, além de área para eventos, shows, festas etc.

O Movimento Ousadia Popular está localizado na Rua Emilio Castro, 437, Jardim Damasceno. Contato com A Associação Comunitária/ Rogério da Silva, fones: 3923-5669 / 9100-8502 / 3923-3426 ou www.rogemst@bol.com.br


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“Criança Esperança” já acende
sonhos em jovens da Brasilândia


A Prefeitura  de São Paulo, a Unesco, o Instituto Sou da Paz e a Rede Globo assinaram no dia 10/11, quinta-feira, um Protocolo de Intenções para a implantação do Espaço Criança Esperança, no Centro Esportivo e Educacional Oswaldo Brandão, localizado na Rua Michihisa Murata, 120 - Vila Brasilândia, mais conhecido como “Fazendinha”. A presença de crianças foi maciça, já que Renato Aragão, o Didi, esteve no local. Em algumas delas sonhos foram avivados. “Agora eu tenho certeza de que vou ser um piloto de avião”, disse Ivanildo Júnior de 11 anos ao ver o artista.
A solenidade aconteceu com a participação do prefeito José Serra, do secretário Especial  de Participação e Parceria, Gilberto Natalini; da Coordenadora de Desenvolvimento Social da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; do Diretor do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne; do diretor da Rede Globo, Luis Erlanger e do humorista Renato Aragão, que compuseram a mesa. Entre os convidados estiveram presentes os lideres políticos:  vereador Claudinho, secretário das Subprefeituras Walter Feldman, deputado Celino, subprefeito Odair Ziolli, coordenador de Ação Social Rubens Morais, dentre outros.
O prefeito José Serra disse que, há meses, procurava um lugar na Zona Norte para, enfim, a Rede Globo pudesse implantar o projeto Criança Esperança, até que encontrou o Centro Esportivo na Brasilândia. Disse ainda que algumas pessoas  foram importantes para a realização deste trabalho, citou o deputado Celino, o vereador Claudinho, o subprefeito Odair Ziolli – “que é o meu ouvido e os meus olhos aqui”, disse.
Serra pediu a parceria da comunidade para atingir o sucesso desse trabalho. Destacou a importância da parceria e participação do humorista Renato Aragão (Didi).
Como não poderia ser diferente, havia muitas crianças no espaço, até mesmo por conta da presença de Didi. O garoto Ivanildo Antonio Junior, de 11 anos, afirmou à reportagem: “Eu jogo bola sempre aqui, participo das festas e depois da escola empino pipa aqui, agora com isso tudo que vai acontecer, eu tenho certeza de que vou ser um piloto de avião. É muito bom se tiver sempre as coisas para as crianças, estou muito feliz, e claro que virei participar, sempre depois do almoço e da escola”.
Realmente, o projeto Criança Esperança já plantou esperança nos corações das crianças do bairro. (Joelma Ferrarezi)


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Umas & Outras da
Freguesia do Ó e Brasilândia


LÁ VEM O PANDEIRO

Lá vem o Pandeiro
Mulato brasileiro
Ele é sempre o primeiro
E representa a alegria
De toda a bateria

Nem mestre-sala
Nem porta-bandeira
Tem a graça e a ousadia
E a sua ginga faceira
Sua rica coreografia

Lá vai o Pandeiro
Pela Brasilândia e Freguesia
Subindo a ladeira
Com o Freguesia News
Sua segunda alegria

Passou pela Rosas
Baixou na Iracema
Logo estava no Piqueri
Onde escreveu um poema
Bonito como nunca vi

Esse é Luiz do Pandeiro
Poeta bamba
Cidadão-samba
Do enredo e da melodia
Seja noite seja dia

Por isso essa homenagem
Pra que fique na roda
E mostre seu gingado
Com ele não tem babado
Brasilândia é sua alegria
(De: C.P)

LUIZINHO DO
PANDEIRO

Injustiça: Um dos maiores batalhadores pela cultura negra da Brasilândia, o compositor Luizinho do Pandeiro foi esquecido na homenagem às personalidades do bairro no evento do Dia de Zumbi. Poucos fizeram tanto para que a população local comparecesse ao evento Brasilândia Celebra Zumbi como Luizinho (do Pandeiro) Paulino. O seu esforço não foi reconhecido pelos organizadores, uma pena, já que ele é o verdadeiro repórter e cronista do bairro, uma personalidade do povo e que não merecia esse “esquecimento”.

BANCOS NÃO RESPEITAM
TEMPO DAS FILAS

Os bancos dos bairros da Capital são os que mais desrespeitam a lei da fila, que limita em 15 minutos o tempo máximo para atendimento aos clientes. Os bancos que descumprem a lei são multados em R$564 por ocorrência, que pode dobrar em reincidência. Desde 20 de setembro (quando a lei entrou em vigor), a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras vistoriou 545 agências bancárias, aplicando 314 multas. O número equivale a 57,6% do total.

IGREJA BATISTA
FAZ 30 ANOS

A Igreja Batista em Morro Grande completou 30 anos no dia 22 de novembro e realizau evento especial, entre 6h e 20h. Local: Rua Francisco Nunes Siqueira, 306 – Freguesia do Ó (e-mail: igrejabatistamg@bol.com.br). Os Pastores da igreja são: Edson Plaza e Ivo Gomes de Almeida (Informou: Jayme Pereira da Silva)

CÃES ABANDONADOS
NA FREGUESIA DO Ó

Carlos Bocchi, morador da Freguesia do Ó, relata que nas proximidades da sua casa há uma área onde habitualmente abandonam cachorros velhos ou filhotes. “Não tenho idéia de quem os abandona, mas não me surpreenderia se alguns criadores de fundo de quintal usassem o local pra abandonar animais que não foram vendidos ou não tem mais ‘utilidade’ – localiza-se à Rua Professor Rivadávia de Campos, na parte dos fundos do Escola Estadual Professor Jácomo Stávale, Freguesia do Ó”.
O filhote abandonado na manhã do dia 16/11/05, estava sendo cuidado por vizinhos, que procurava alguém que pudesse ficar com ele ou alguma entidade que o fizesse, mas logo ele morreu, talvez envenenado por outros vizinhos.

POSTOS DE GASOLINA
COM VASAMENTOS

Os bairros nobres da cidade encabeçam a lista de onde se detectaram mais problemas de contaminação do subsolo por combustíveis que vazam de postos. Santana é o campeão em vazamentos, mas outros aparecem também, como Freguesia do Ó, Pirituba, Casa Verde, Limão, Cachoeirinha, Brasilândia e Perus e Lapa.

 


 


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