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FREGUESIA DO Ó
Maria
Isabel de Assis, uma mulher
negra, nascida na Vila Brasilândia
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Umas
das gratas revelações do evento Brasilândia
Celebra Zumbi, dentro do projeto Virada Cultual, ocorrido dia
20/11, foi a presença forte e a fala conclusiva de Maria
Isabel de Assis, ou simplesmente Mabel, que se apresentou ao público
como “uma mulher negra, nascida e criada na Vila Brasilândia”.
Mabel é hoje assistente social e mestre em Ciências
Sociais, formada pela PUC- Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo, com título da Dissertação
de Mestrado com o tema “Mulheres Negras: Violência
e Resistência no Distrito da Vila Brasilândia”,
de 2005. Participou como conselheira no Conselho Estadual de Participação
e Desenvolvimento da Comunidade Negra, foi coordenadora adjunta
da Fala Preta! Organização de Mulheres Negras de
SP, monitora no Projeto Educando São Paulo Pela Diferença
Para Igualdade – UFSCar; assistente social no Projeto Quixote
da Unifesp, ligado ao Departamento de Psiquiatria da EPM- Escola
Paulista de Medicina,atendemos crianças, adolescentes e
famílias em situação de risco social.
CONCENTRAÇÃO
DE NEGROS
No evento, ela fez breve explanação sobre a sua
dissertação de mestrado para um público perplexo,
pouco acostumado a ouvir esclarecimentos e dados sobre a sua própria
realidade. Falou sobre a Vila Brasilândia, lugar onde desenvolveu
sua pesquisa e que ficou estigmatizada por diversos veículos
de comunicação como um lugar de violência
extremada – “este estigma acarreta aos seus moradores(as)
diversas discriminações como o preterimento na disputa
por trabalho”, disse.
- “A Vila Brasilândia está entre os distritos
com maior concentração de negros(as), que segundo
o IBGE representa 39,7% da população da cidade de
São Paulo. Contudo, esta representação, em
algumas localidades deste Distrito atinge 60% do total de moradores.
Essa significativa representação resulta do processo
de migração pelo encarecimento do solo e possibilidade
de aquisição da casa própria. Trata-se do
processo de expulsão dos segmentos com menor poder aquisitivo
das áreas consolidadas, pelo fato da oferta de serviços
não ocorrer na mesma proporção que o crescimento
acelerado e desordenado, bem como pela presença incipiente
do Estado na oferta de serviços, e ausência de infra-estrutura
mínima de forma a satisfazer as necessidades básicas
da população”.
Mabel esclareceu ainda que, “estes aspectos somados a outros
como desemprego, discriminação racial, violência
policial e a outros fatores exacerbam o sentimento de medo e abandono
coloca a Vila Brasilândia entre os distritos onde é
registrado os piores Índices de Desenvolvimento Humano
de São Paulo.
A pesquisa da mestra Mabel focalizou o processo de acentuação
da violência no cotidiano das mulheres negras residentes
em Brasilândia. - “Buscamos recuperar a história
do local, do ponto de vista das mulheres negras ali residentes,
cuja chefia da família está relacionada ao homicídio
ou latrocínio de seus companheiros”.
A pesquisa revelou que as mulheres locais foram absorvidas por
um cotidiano de luta pela sobrevivência, sua e de sua família,
que dificultou a percepção desse dia-a-dia atribulado
como fator que contribui – em parte – para restrição
das suas relações de vizinhança, familiares
e afetivas. Apontou também que apesar das periferias serem
apontadas como lócus privilegiado da violência esta
não são singulares aos segmentos que a ocupam. Evidenciou
que a dinâmica da sociedade moderna além de destituir
da população os elementos agregadores das relações,
elabora outros que contribuem para o estabelecimento de uma distância
entre os grupos que nela habitam.
Dados
do Distrito da Vila Brasilândia - Possui:
21 quilômetros quadrados;
Total da população, 247.328;
População negra, 39,7%;
Taxa de emprego por habitante, 0,16%
Renda média familiar em salários mínimos,
7,38
Chefes de família sem instrução, 10, 04%
Chefes de família com 15 anos ou mais de escolaridade,
1,98%.
Número de homicídios por cada 100 mil habitantes
92, 31
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Supermercado Dias % inaugura
nova loja no Morro Grande
Dia
% Supermercado, do Morro Grande, na Avenida Elísio Teixeira
Leite, 2223/Rua Huasca Vergara, foi inaugurado na manhã
de quarta-feira, dia 23 de novembro. Os moradores do Morro Grande,
em pleno sol efervescente, superlotaram o novo mercado da região.
Com essa inauguração já são mais de
200 lojas da rede.
O mais interessante é que pode se flagrar no rosto dos
funcionários uma alegria notável, simplesmente por
estarem trabalhando e o que mais me deu alegria foi ver que, mais
da metade deles eram de origem afro-descendente, ao contrário
de um outro mercado inaugurado recentemente na Freguesia do Ó.
Durante a inauguração, o público presente
pode prestigiar o show que aconteceu com a dupla João Carlos
do Teclado e Silvia. A gerente da loja, Elaine Cristina Kijta,
disse à reportagem: “Estou a disposição
da comunidade para ouvir sugestões”. (L.P)
E-mail
para dúvidas e sugestões: elaine.cristina.kiyta@carrefour.com
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Fórum
Pró-Metrô quer envolver outros bairros na luta pela
linha Freg. do Ó
O Fórum Pró-Metrô Nossa Senhora do
Ó informa que pessoas da comunidade, reunidas na terça-feira
(dia 8/11/05), refletiram sobre esta fase da campanha, iniciada
em janeiro de 2004 (que prosseguiu outras iniciadas anteriormente)
“e a considerou muito positiva, pois a luta resultou no
projeto da linha metroviária que deverá servir à
região da Freguesia, anunciada em 30/08/05, pelo secretário
de Estado dos Transportes Jurandir Fernando Ribeiro Fernandes”.
Segundo informou João Motta, da Fundação
Nossa Senhora do Ó e coordenador da campanha, foi aprovado
nesse reencontro, a entrega do primeiro lote de quinze mil assinaturas
ao governador Geraldo Alckmin, acompanhados pelos parlamentares
locais, deputado estadual Celino Cardoso e vereador Claudinho
- “momento no qual será reivindicado ao governador,
maior agilidade no desempenho do projeto, sua inclusão
no orçamento de 2007, etc..”
Outra novidade é a confecção de seis mil
cartazes, que já estão na gráfica da Unip
e estarão sendo afixados, nos próximos dias, no
comércio, rede bancária, escolas, igrejas e demais
estabelecimentos públicos. Contatos já estão
sendo feitos com as universidades que serão beneficiadas
pela linha, no sentido de movimentá-las em apoio reivindicação.
“A próxima reunião será no dia 22/11,
às 20h, na rua Antonieta Leitão, 391, e está
aberta a todos os que amam o bairro e defendem a sua melhoria”,
disse Motta.
Contatos: www.metrôfreguesia.cjb.net e www.portaldoo.com.br
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Brasilândia
terá que fechar
bares às 22 horas
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O subdistrito Brasilândia é o próximo bairro
convidado a aderir ao programa lançado pelo prefeito José
Serra e que prevê o fechamento dos bares às 10 horas.
O Secretário das Subprefeituras, Walter Feldman, acredita
na adesão voluntária à curto prazo dos comerciantes
a esta sugestão já implantada na Zona Sul. - “Nossa
intenção é expandir esse projeto para ouros
bairros violentos, como Lajeado, Brasilândia, Campo Limpo,
e Marsilac”, explicou.
Feldman, entretanto, diz que é preciso ir com calma –
“Por enquanto, a idéia é mostrar aos comerciantes
como a parceria já deu certo em outros locais com altos
índices de criminalidade. Porém, se até o
fim do ano a adesão for pequena, a Prefeitura deve estudar
o fechamento obrigatório”.
Os comerciantes que aderirem ao projeto, batizado de “Pacto
da Paz”, receberão um cartaz impresso pela Prefeitura
de São Paulo e deverá afixá-lo em seu estabelecimento
e cumprir o horário. Com isso a Prefeitura espera ajudar
efetivamente no combate à violência, seguindo idéia
já implantada em dois municípios da Grande São
Paulo, onde não se bebe nos bares depois das 23 horas.
Segundo informou o Jornal da Tarde, de 7/11/2005, em 1999, Diadema
era campeã da criminalidade no Estado – com uma pessoa
assassinada por dia. Em 2004, a média mensal passou para
10,8 o menor índice dos últimos dez anos. No ranking
de homicídios da Secretária de Segurança
Pública do Estado, a cidade passou a ocupar o 18º
lugar.
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Movimento Popular e Associação
Comunitária na luta por centro de
lazer no Jd. Damasceno
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O
Movimento Ousadia Popular e a Associação Comunitária
dos Moradores do Jardim Damasceno (Brasilândia), liderados,
respectivamente, por Quintino José Viana e Rogério
da Silva, se uniram para lutar pela concretização
de um parque nesta região, abandonada há décadas
pelo poder público municipal - e pela utilização
racional e direcionada de espaço verde, lagos e cachoeiras
da Reserva da Cantareira, a maior reserva nativa urbana de São
Paulo, que faz divisa com o Damasceno e que vêm sofrendo
danos, depredações e invasões.
A Associação, apesar de ter o seu estatuto, ata
de fundação com firma reconhecida etc, não
conseguiu ainda se regularizar, por falta de recursos. De qualquer
modo, continua a encaminhar projetos e reivindicações
da comunidade. Já o Movimento Ousadia Popular nasceu no
ano de 2000, após iniciativa de preservar a área
verde existente no Jd. Damasceno, vila que, apesar de ter recebido
um CEU (Centro de Educação Unificado), continua
abandonado como um todo.
Em recente reunião, os membros da Associação
e do Movimento decidiram retornar à luta reivindicatória
e insistir em seus projetos. A reivindicação principal
é a de que seja feito o tombamento de toda a área
verde municipal e estadual ali próxima. Afinal ousar é
preciso.
A principal sugestão é a recuperação
da “Cachoeira Canta Galo”, com a construção
de coletores de esgotos paralelos à cachoeira para que
a água volte a ficar limpa e também a reconstrução
de uma galeria de vazão do córrego, sob a Av. Cantídio
Sampaio, com maior diâmetro que a atual. Os líderes
comunitários gostariam que fosse aproveitada a água
natural que ali jorra, pois limpa poderia ser utilizada em piscinas
naturais pela população. No local, pedem ainda a
construção de um centro poliesportivo e cultural,
pista de Cooper, área de ginástica, campo de futebol
e biblioteca, além de área para eventos, shows,
festas etc.
O Movimento
Ousadia Popular está localizado na Rua Emilio Castro, 437,
Jardim Damasceno. Contato com A Associação Comunitária/
Rogério da Silva, fones: 3923-5669 / 9100-8502 / 3923-3426
ou www.rogemst@bol.com.br
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“Criança
Esperança” já acende
sonhos em jovens da Brasilândia
A Prefeitura de São Paulo, a Unesco, o Instituto
Sou da Paz e a Rede Globo assinaram no dia 10/11, quinta-feira,
um Protocolo de Intenções para a implantação
do Espaço Criança Esperança, no Centro Esportivo
e Educacional Oswaldo Brandão, localizado na Rua Michihisa
Murata, 120 - Vila Brasilândia, mais conhecido como “Fazendinha”.
A presença de crianças foi maciça, já
que Renato Aragão, o Didi, esteve no local. Em algumas
delas sonhos foram avivados. “Agora eu tenho certeza de
que vou ser um piloto de avião”, disse Ivanildo Júnior
de 11 anos ao ver o artista.
A solenidade aconteceu com a participação do prefeito
José Serra, do secretário Especial de Participação
e Parceria, Gilberto Natalini; da Coordenadora de Desenvolvimento
Social da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; do Diretor do Instituto
Sou da Paz, Denis Mizne; do diretor da Rede Globo, Luis Erlanger
e do humorista Renato Aragão, que compuseram a mesa. Entre
os convidados estiveram presentes os lideres políticos:
vereador Claudinho, secretário das Subprefeituras Walter
Feldman, deputado Celino, subprefeito Odair Ziolli, coordenador
de Ação Social Rubens Morais, dentre outros.
O prefeito José Serra disse que, há meses, procurava
um lugar na Zona Norte para, enfim, a Rede Globo pudesse implantar
o projeto Criança Esperança, até que encontrou
o Centro Esportivo na Brasilândia. Disse ainda que algumas
pessoas foram importantes para a realização
deste trabalho, citou o deputado Celino, o vereador Claudinho,
o subprefeito Odair Ziolli – “que é o meu ouvido
e os meus olhos aqui”, disse.
Serra pediu a parceria da comunidade para atingir o sucesso desse
trabalho. Destacou a importância da parceria e participação
do humorista Renato Aragão (Didi).
Como não poderia ser diferente, havia muitas crianças
no espaço, até mesmo por conta da presença
de Didi. O garoto Ivanildo Antonio Junior, de 11 anos, afirmou
à reportagem: “Eu jogo bola sempre aqui, participo
das festas e depois da escola empino pipa aqui, agora com
isso tudo que vai acontecer, eu tenho certeza de que vou ser um
piloto de avião. É muito bom se tiver sempre as
coisas para as crianças, estou muito feliz, e claro que
virei participar, sempre depois do almoço e da escola”.
Realmente, o projeto Criança Esperança já
plantou esperança nos corações das crianças
do bairro. (Joelma Ferrarezi)
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Umas
& Outras da
Freguesia do Ó e Brasilândia
LÁ VEM O PANDEIRO
Lá
vem o Pandeiro
Mulato brasileiro
Ele é sempre o primeiro
E representa a alegria
De toda a bateria
Nem
mestre-sala
Nem porta-bandeira
Tem a graça e a ousadia
E a sua ginga faceira
Sua rica coreografia
Lá
vai o Pandeiro
Pela Brasilândia e Freguesia
Subindo a ladeira
Com o Freguesia News
Sua segunda alegria
Passou pela Rosas
Baixou na Iracema
Logo estava no Piqueri
Onde escreveu um poema
Bonito como nunca vi
Esse
é Luiz do Pandeiro
Poeta bamba
Cidadão-samba
Do enredo e da melodia
Seja noite seja dia
Por
isso essa homenagem
Pra que fique na roda
E mostre seu gingado
Com ele não tem babado
Brasilândia é sua alegria
(De: C.P)
LUIZINHO
DO
PANDEIRO
Injustiça: Um dos maiores batalhadores pela cultura negra
da Brasilândia, o compositor Luizinho do Pandeiro foi esquecido
na homenagem às personalidades do bairro no evento do Dia
de Zumbi. Poucos fizeram tanto para que a população
local comparecesse ao evento Brasilândia Celebra Zumbi como
Luizinho (do Pandeiro) Paulino. O seu esforço não
foi reconhecido pelos organizadores, uma pena, já que ele
é o verdadeiro repórter e cronista do bairro, uma
personalidade do povo e que não merecia esse “esquecimento”.
BANCOS
NÃO RESPEITAM
TEMPO DAS FILAS
Os bancos dos bairros da Capital são os que mais desrespeitam
a lei da fila, que limita em 15 minutos o tempo máximo
para atendimento aos clientes. Os bancos que descumprem a lei
são multados em R$564 por ocorrência, que pode dobrar
em reincidência. Desde 20 de setembro (quando a lei entrou
em vigor), a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras
vistoriou 545 agências bancárias, aplicando 314 multas.
O número equivale a 57,6% do total.
IGREJA
BATISTA
FAZ 30 ANOS
A Igreja Batista em Morro Grande completou 30 anos no dia 22 de
novembro e realizau evento especial, entre 6h e 20h. Local: Rua
Francisco Nunes Siqueira, 306 – Freguesia do Ó (e-mail:
igrejabatistamg@bol.com.br). Os Pastores da igreja são:
Edson Plaza e Ivo Gomes de Almeida (Informou: Jayme Pereira da
Silva)
CÃES
ABANDONADOS
NA FREGUESIA DO Ó
Carlos Bocchi, morador da Freguesia do Ó, relata que nas
proximidades da sua casa há uma área onde habitualmente
abandonam cachorros velhos ou filhotes. “Não tenho
idéia de quem os abandona, mas não me surpreenderia
se alguns criadores de fundo de quintal usassem o local pra abandonar
animais que não foram vendidos ou não tem mais ‘utilidade’
– localiza-se à Rua Professor Rivadávia de
Campos, na parte dos fundos do Escola Estadual Professor Jácomo
Stávale, Freguesia do Ó”.
O filhote abandonado na manhã do dia 16/11/05, estava sendo
cuidado por vizinhos, que procurava alguém que pudesse
ficar com ele ou alguma entidade que o fizesse, mas logo ele morreu,
talvez envenenado por outros vizinhos.
POSTOS
DE GASOLINA
COM VASAMENTOS
Os bairros nobres da cidade encabeçam a lista de onde se
detectaram mais problemas de contaminação do subsolo
por combustíveis que vazam de postos. Santana é
o campeão em vazamentos, mas outros aparecem também,
como Freguesia do Ó, Pirituba, Casa Verde, Limão,
Cachoeirinha, Brasilândia e Perus e Lapa.
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