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COLUNISTAS
Comenta
Por Roberto Rodrigues
A
polêmica do beijo
gay que não aconteceu
O aguardado beijo entre Júnior (Bruno Gagliasso) e o peão
Zeca (Eron Cordeiro), no último capítulo da novela
América ofuscou até o destino da chata e sofredora
Sol. Muito se falou em censura o que acabou provocando reações
entre ongs voltadas à defesa dos homossexuais que prometem
um “beijaço” em shopping center, mas isso seria
necessário? Esse tipo de manifestação somente
faz aumentar a polêmica e o preconceito e acredito que não
houve preconceito nenhum da autora Gloria Perez, que conseguiu
transformar América em uma das melhores novelas apresentadas
pela emissora, sempre mostrando temas polêmicos com muita
clareza, sem ser apelativa.
Alguns sites declararam que a autora perdeu a grande oportunidade
de ajudar a diminuir o preconceito e que a emissora reforçou
o preconceito e criou tabu em relação ao amor de
iguais, pois saiba que eu discordo de tudo isso. O diálogo
entre Júnior (Bruno Gagliasso) e sua mãe, a viúva
Nelta (Eliane Giardini) emocionou, demonstrou clareza e aceitação,
isso sim, vale mais que dezenas de beijos.
Enquanto a autora declarou que “a cena foi gravada, mas
dependia da emissora exibir” (o que eu não aconteceu),
a emissora declarou que “não houve gravação
do tal beijo”, mas, depois admitiu que vetou a cena. Polêmicas
à parte, o que vale é que pode, sim, existir amor
entre iguais, longe de frescuras, baixarias, exageros e afetações.
O
melhor do Brasil
Márcio Garca mostrou que sabe comandar um programa de televisão
de variedades (e haja variedades!) no “O Melhor Do Brasil”,
com seu jeito “garoto-carioca-suingue-sangue bom”
mostrou uma excelente opção para assistirmos nas
mornas tardes de sábado.
Contatos
com o colunista: colunadoroberto@uol.com.br
Crônica
da Semana
Por Ailton Barros
O
velho paizano
Nem
mesmo ele sabia direito porque era chamado de Paizano. Nascido
na Hungria, serviu como militar durante a segunda grande Guerra.Terminado
o conflito, veio para o Brasil em companhia da mulher, instalando-se
na Vila Bancária, na Freguesia do Ó. Com conhecimentos
técnicos de construção civil adquiridos na
Europa, logo fez fortuna trabalhando como pedreiro e mestre de
obras. Bem falante, apesar do forte sotaque estrangeiro, logo
se tornou uma figura popular no bairro.
O apelido de Paizano foi-lhe aplicado em contrapartida às
inúmeras histórias que contava de episódios
militares vividos por ele. Proprietário de algumas casas,
calhou vir alugar uma delas para sediar a delegacia do bairro.
Certa vez, como habitualmente fazia, estava a tomar aperitivos
com amigos, quando por um motivo qualquer se desentendeu com um
deles. Como já estivessem ébrios e com os ânimos
muito exaltados, foi chamado o delegado, que, por precaução,
resolveu conduzir o velho Paizano até a delegacia.
Inúteis foram os esforços do delegado, na tentativa
de acalmar o seu temperamento exaltado. Não restou outra
alternativa ao delegado, mesmo que a contragosto, senão
prendê-lo por aquela noite. Já amanhecia o dia seguinte,
quando o velho Paizano ao despertar, constatou estar atrás
das grades de uma cela, localizada numa de suas casas e construída
por ele.
Este episódio marcaria definitivamente a vida daquele homem.
Não conseguia entender, com um homem trabalhador e cumpridor
dos seus deveres pudesse ficar preso, e o que é pior, nas
dependências de uma casa que ele mesmo havia construído.
Abatido e envergonhado, os dias seguintes na vida daquele homem
foram de tristeza e amargura.
Recolhido à sua casa, viria a falecer algum tempo depois,
deixando em todos que o conheceram, as saudades de um militar
que um dia havia se tornado Paizano. ( Ailton Barros)
Fala
Pirituba
Por Silvia Patrícia
*
Estão abertas as licitações para as pessoas
interessadas em abrir boxes no Mercado Municipal de Pirituba.
Os interessados deverão procura a administração
do mercado na rua Isaias de Noronha, 163, Pirituba.
*
Gostaríamos de desejar ao senhor Antonio Segura, presidente
da Associação dos Comerciantes do Jaraguá,
suas melhoras. Conte sempre com os amigos e com esta colunista.
*
Vem aí a Festa de Natal de Pirituba, participe! Atenção
artistas e artesãos, inscrevam-se no Mercado Municipal
de Pirituba, rua.Almirante Isaias de Noronha, 163, Pirituba.
*
Aconteceu neste último dia 26/10 o almoço da Associação
Comercial da Distrital Pirituba onde teve, como convidado Walter
Feldman, secretário das Subprefeituras. Um sucesso! Parabéns
à Associação Comercial.
Mande
sugestões, críticas e reivindicações
através desta coluna pelo e-mail: myddia@ibest.com.br
Filosofando
Por Célio Pires
Armas
são nefastas
A violência se tornou banal e a vida nada vale. Mata-se
e morre por pouco dinheiro, ou mesmo por causa de um acidente
de trânsito ou por um time de futebol. As atrocidades são
cometidas todos os dias Brasil afora, por motivos banais. As ações
concretas para se combater este estado de coisas são poucas
e as soluções distantes. Autoridades, no geral,
propõe, sempre, combater a violência com mais violência
e a população, que vota no referendo no domingo,
23/10/05, está propensa a optar pelas armas com forma de
se garantir, ou seja, a guerra não declarada está
fortalecida.
Será que a lógica é está: Combater
a violência com mais violência? Armando-se.
Por um lado é isto o que prevalece, por outro lado, sabe-se
que o mundo não é totalmente governado pela lógica,
embora a própria vida envolva certa espécie de violência.
O sábio hindu Mahatma Gandhi disse, certa feita: “A
nós (pacifistas) compete escolher o caminho da não-retaliação,
evitando a violência”. Concluiu ainda que a atitude
bélica de certos governantes busca esconder falhas do passado.
A violência que hoje se colhe é resultante da falta
de investimento na educação da criança de
ontem, na falta de incentivo à cultura do povo, no passado.
Por que idéias que propõem solução
definitiva para o problema, como a proibição de
fabricação de armas, não vingam? E talvez
não vingue nem a proibição de comercialização
de armas, no Brasil? O espírito bélico paira entre
os governantes e a eles não interessam a paz, pois esta
é gratuita. E ao povo é passado a idéia de
que armas protegem. Resta perguntar a quem?
Já o sábio taoísta, Lao Tse, que viveu no
Século 6 a.C. assim aconselhou a um estadista:
“Aquele que quer dirigir os homens e crê em Deus,
deverá opor-se sempre a toda conquista pelas armas”.
E exemplificava: “No chão por onde passam exércitos
a vida a se esgota, ali só brotam espinhos e ervas daninhas”.
Portanto, aquele que está no poder e se diz religioso deve
saber que a opção pelas armas será sempre
seguida pela destruição. “O bom dirigente
contenta-se em ser resoluto. Atinge seus objetivos sem pregar
a violência, pois a violência será sempre contra
Deus (Tao) e aquele que é contra Deus é contra a
vida”.
A
Vitória é de quem soube
escolher o campo de batalha
Em
uma disputa acirrada, quando os golpes baixos multiplicam-se extrapolando
limites, é sempre bom lembrar velhos tratados e da máxima
inflexível: “Mesmo em uma guerra há regras
a seguir”. Uma vitória ardentemente conquistada (a
qualquer custo) guardará sabor amargo, mesmo para os vencedores.
Em eleições (também uma guerra) é
preciso não perder de vista que o que está em jogo
não são interesses pessoais, mas os públicos.
O adversário deve ser vencido e não aniquilado.
Sabe-se que os artífices das guerras já previram
em seus manuais que, na arte da disputa, há partes que
são travadas nas trevas, ou seja, se utiliza ações
na ilegitimidade, em maior ou menor grau, mas isso é apenas
uma das táticas - o que termina de fato a vitória
são outros fatores. Nada substitui a coragem, a determinação
e o vigor.
São fundamentais numa vitória: o planejamento e
a ação certeira. A vitória é fruto
de um cálculo preciso, poucas chances tem de vencer aquele
que não calcula. O vitorioso, via de regra, é quem
realiza o combate no campo de batalha que escolhe. Quando a dianteira
cresce, normalmente, quem fica pra trás apela para outra
regra básica, ou seja, só vê possibilidade
de vitória no ataque, o que é verdadeiro.
A vitória será de quem souber fazer a boa batalha,
enfim, quem melhor soube conduzir o seu exército.
Texto
de Célio Pires, sobre argumentos de “Sun Tzu, vide
o livro milenar chinês.
“A Arte da Guerra” (L & DM Pocket)
Convém
Você Saber
Por
Henrique Deloste
Hospital Cachoeirinha:
Atendimento ruim
Com dores no peito e tosse Lindaiane procurou atendimento médico
no Hospital Geral de V.N. Cachoeirinha, localizado na Av. Dep.
Emilio Carlos, após três horas de espera por uma
consulta com clínico geral, uma funcionária avisou-a
que havia apenas um médico para os atendimentos e que iria
demorar mais um pouco. As pessoas que estavam lá se revoltaram.
Os responsáveis da área da saúde não
estão nem aí. O problema é antigo e é
empurrado com a barriga, nada é resolvido. Até quando
esperar?
Subprefeitura.
O subprefeito Odair Ziolli (Freguesia do Ó/ Brasilândia)
vem desenvolvendo um bom trabalho. Através de visitas tem
observado de perto os problemas do bairro.
Agradecimento. Ao Secretário das Subprefeituras Walter
Feldman, que determinou a alguns subprefeitos que descem o máximo
de apoio ao Show Contra a Fome, que acontece na quadra da Rosas
de Ouro no dia 20/11/05, organizado por este colunista. Agradeço
também à Subprefeitura Casa Verde pelo apoio.
18º Batalhão. Sob o comando do capitão
PM Dudas, da 2ª Cia. do 18º BPM/M, a Polícia
Militar garantiu ativamente a segurança no evento ocorrido
na Rosas de Ouro. dia 20/11.
Parceria. A Associação dos Moradores do Jardim dos
Francos e Adjacências estão firmes no trabalho de
união com o Conseg-Vila Amália e Associação
pelo Desenvolvimento de V.N. Cachoeirinha. Vale a pena lembrar
que já existe uma agenda programada e que será desenvolvida
neste região, o que inclui grandes eventos com apoio de
empresários.
Apoio. As bandas Bragada e Bate Bum (axé) merecem apoio
e destaque pelo talento que têm. Quem também merece
apoio é o cantor Gel Calixto e seu parceiro Oriu dos Teclados,
ambos cantantes das noites paulistanas.
Informações: 3983-1871 / 9727-8502
ou por e-mail: henriquedeloste@yahoo.com.br.
Olho
Vivo
Por
Luis do Pandeiro
PROBLEMAS QUE PARECEM INSOLUCIONÁVEIS
A feira livre do Jardim Carumbé/Brasilândia é
um caso de polícia. Ela ocupa parte da Estrada Amâncio
de Barros e Av. Manoel Bolívar, onde ônibus, caminhão
de gás e quem estiver de automóvel tem que passar,
sem outra opção. Aos sábados, quem quiser
chegar ao Jd. Carumbé, fica difícil, já que
os ambulantes ocupam a via, ali não há calçadas
e, em cerca de trinta metros, é deixado apenas um espaço
para passar um ônibus por vez.
Este é um típico problema que não se entende
porque não é resolvido. Nestas horas é que
se pergunta onde estão os fiscais da subprefeitura. Afinal,
muda-se de prefeito, mas problemas simples como estes não
são resolvidos. Porque será? (Luis Paulino)
RESPOSTA:
Em resposta à reclamação de Luis Paulino,
referente à feira livre no Jardim Carumbé, a
Subprefeitura Freguesia/ Brasilândia irá intensificar a
fiscalização no local da feira para solucionar o
problema. (Assessoria de Comunicação Sub FÓ)
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