POLÍTICA

28/09/2018

Deputado Celino sai de cena, mas o trabalho continua, diz

Cumprindo seu último mandato, Celino Cardoso deixa à vida parlamentar no final de ano, para se dedicar sua vida profissional e à família. Com sentimento de dever cumprido diz que "se sente feliz por todo trabalho que desenvolveu, mesmo tendo ti algumas frustrações ", como a luta que travou pelo Metrô, que hoje está com as obras paradas.

A pedido de eleitores, afirma que o trabalho não irá parar, como o atendimento de cerca de 100 pessoas por dia no seu escritório. Celino está apoiando sua chefe de gabinete, Sandra Santana, para, se eleita, dar continuidade ao projeto político. Leia a entrevista dada ao editor Célio Pires.

POR QUE OPTOU PELA POLÍTICA?
Entrei na política porque cresci na Vila Brasilândia, comecei a trabalhar com oito anos de idade, em uma padaria. Meu pai ajudava muito as pessoas da região, por ver neste bairro muito abandono. Adulto, passei a buscar soluções para o bairro e vi na política um meio de ajudar. Sai candidato a vereador, em 1988, e deputado em 1990, mas só me elegi em 1994, e sou deputado há seis mandatos consecutivos. São 30 anos de envolvimento na política, sem acusações ou processos. Um parlamentar ficha limpa.

E COMO FOI SER DEPUTADO?
Optei por ser um parlamentar distrital, pois sempre foquei meus mandatos na zona norte e eles foram representativos e não temáticos ou ideológicos. Ao tomar posse em 1995, encontrei os hospitais Penteado, Taipas e Cachoeirinha sem pronto-atendimento, as viaturas da polícia dependiam de ajuda do comércio para serem consertadas e havia filas no entorno das escolas em época de matrículas. Os pais dormiam na fila para conseguirem vaga. A Sabesp estava sucateada, eram comuns os rodízios de água e os esgotos a céu aberto.

E O QUE VOCÊ FEZ DE IMEDIATO?
Logo no meu primeiro mandato, solicitei ao governador Mario Covas a construção de três escolas, simultaneamente, na Brasilândia: uma no Jd. do Tiro, Jair Toledo, uma na Vila Teresinha, Claudino Sergio dos Santos, e uma no Jd. Brasília, Profª Eulice Silvio Mendonça da Silva. Solicitei a abertura dos hospitais e a compra de novas viaturas e o aumento do efetivo da polícia. Também reivindiquei projetos de coberturas de quadras e por programas que abriram as escolas nos finais de semana. Foram solucionados muitos problemas de esgoto a céu aberto e construídas muitas redes de água em todo nosso território, acabando com os rodízios constantes. Obras que beneficiaram milhares de famílias.

E SOBRE A FALTA DE MÉDICOS?
Há muitos problemas, mas a minha luta foi constante para trazer recursos para a saúde da nossa região. No Hospital Penteado, por exemplo, consegui trazer recursos para a Ala de Queimados e para compra de diversos equipamentos. Recentemente, consegui junto à Secretaria da Saúde, a contratação de uma empresa terceirizada para os atendimentos médicos. Também foi aberto o Hospital São José, conhecido como Hospital do Homem, no Imirim. O problema também se deve ao fato de que pessoas do Brasil inteiro vêm se tratar em São Paulo. A falta de médicos envolve questões complexas.

VOCÊ ACHA QUE HOUVE MELHORIAS NO GERAL?
Mantive o meu escritório aberto todos os dias da semana, nos últimos 24 anos, atendendo reivindicações e encaminhando demandas locais. São pessoas que não conseguem falar com governador, prefeito e secretários e eu consigo, não porque eu sou melhor do que elas, mas porque eu tenho um mandato justamente para representá-las. Então, busco soluções e recursos. E não é a toa que fui eleito seis vezes no mesmo lugar. Se não tivesse realmente trabalhado isso jamais aconteceria. Entre as nossas conquistas, destaco a construção do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, cujas obras estavam paradas há 20 anos. Levamos o governador José Serra à Vila Nova Cahoeirinha e as obras foram retomadas e a inauguração ocorreu no seu primeiro ano de mandato. Hoje, há duas Fábricas de Cultura e duas Casas de Cultura, escolas técnicas no Jd. Paulistano, Pirituba, Jaraguá e Perus. Foram muitas outras conquistas. Tudo isso tem a minha representatividade e esforço. Luto por tudo aquilo que é um direito do cidadão e um dever do Estado.

E AS OBRAS PARADAS DO METRÔ?
Fico frustrado como todas as pessoas da região. A paralisação das obras (da Linha 6-Laranja) não é uma questão política e, sim, falta de recursos do consórcio construtor (que deveria arcar com 50% da obra) e que ficou sem crédito junto ao BNDES por envolvimento na "Operação Lava Jato". O governo tem R$1 bilhão e 754 milhões parados, carimbados, para a obra do Metrô, mas depende de nova licitação. A decisão da construção foi tomada na gestão Serra, atendendo pedidos insistentes meus, e o seu início na gestão Alckmin. Já foi gasto R$1 bilhão em desapropriações e R$1,5 bilhão nas obras. O que nos faz ver que a obra é irreversível, que a luta não foi em vão e é só uma questão de tempo para tudo ser retomada.

COMO FICARÁ A REGIÃO COM SUA SAÍDA DE CENA?
Tenho 62 anos, trabalho há 54, com 30 anos de dedicação à política, estou cansado, tenho minha vida profissional e sinto que dei minha contribuição na vida pública. Não me envergonho das obras paralisadas do Metrô, por não ter sido culpa minha. Além disso, me sinto tranquilo porque acredito que a região continuará sendo bem representada com Sandra Santana, atuando no estadual, e com a minha filha, Aline Cardoso, no municipal.

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